segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
EXITEM APÓSTOLOS NA IGREJA DE HOJE?
Steve Atkerson (*)
Muitos evangélicos rejeitam sinceramente a idéia de que possam existir apóstolos na igreja de hoje. Isso, em razão de “os Doze” terem sido escolhidos pessoalmente por Jesus para representá-Lo e por terem sido instruídos também por Ele diretamente. Certa vez, Jesus disse aos Doze: “Quem vos recebe, a mim me recebe; e quem me recebe a mim, recebe aquele que me enviou” (Mateus 10:40). Durante a última ceia, Jesus prometeu aos Doze que o Espírito Santo “vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto eu vos tenho dito” (João 14:26). Depois da ascensão de Jesus, os primeiros cristãos se devotaram, não ao que Jesus havia dito, mas à “doutrina dos apóstolos” (Atos 2:42). Isso aconteceu porque os ensinamentos dos apóstolos eram idênticos aos ensinos de Jesus.
Quando Paulo visitou os irmãos na Galácia, eles o receberam “como a um anjo de Deus, mesmo como a Cristo Jesus” (Gálatas 4:14). Certamente os apóstolos tinham consciência de que sua única autoridade era como representantes de Jesus. Escrevendo aos Coríntios, Paulo disse: “Se alguém se considera profeta ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor” (1 Coríntios 14:37). Falando diretamente aos Doze, Jesus garantiu: “se guardaram a minha palavra, guardarão também a vossa” (João 15:20). Não admira que poucos sejam audaciosos o bastante para reivindicar o manto do apostolado moderno!
Porém, novos dados vêm à luz quando examinamos as informações sobre os apóstolos no Novo Testamento. Paulo escreveu que o Senhor ressurreto apareceu “aos Doze” e depois a todos os “apóstolos” (1 Coríntios 15:3-8). Serão “todos os apóstolos” diferentes dos “Doze”? Mateus 10:2-4 fornece uma relação nominal dos “doze apóstolos” e também 1 Timóteo 1:1 e 2:6 se refere a Paulo, Silas, Timóteo como “apóstolos”. Romanos 16:7 se refere a mais dois apóstolos, Andrônico e Júnias. Em Atos 14:14, Lucas se refere a Barnabé como um “apóstolo”. Finalmente, Tiago (o irmão do Senhor) parece haver sido juntado ao grupo dos apóstolos em Gálatas 1:18-19 e 2:9. Em que sentido eram “apóstolos” essas outras pessoas?
Nas Escrituras havia essencialmente dois tipos de apóstolos. Antes de tudo, havia aqueles apóstolos que viram fisicamente o Senhor Jesus e que foram pessoalmente escolhidos por Ele para representá-Lo. Eles foram treinados pessoalmente por Jesus para o trabalho (veja 1 Coríntios 15:8-9 e Gálatas 1:11 e 2:10). Esse grupo se constituiu dos pesos-pesado espirituais. Eles eram as normas para a doutrina e a prática na igreja primitiva. Foram eles os autores ou os que aprovaram todos os livros que hoje compõem o cânon das Escrituras do Novo Testamento. Enquanto que os apóstolos desse primeiro tipo foram preparados e enviados por Jesus, os do segundo tipo foram preparados e enviados pela igreja e eram dotados de muito menos autoridade (Atos 13:1-3, 2 Coríntios 8:23 e Filipenses 2:25). Não havendo sido treinados por Jesus, o segundo tipo de apóstolos meramente estudou e repetiu o que o primeiro grupo deles ensinou (1 Coríntios 4:16, 1 Timóteo 3:14-15, 2 Timóteo 2:2 e Tito 1:5).
A palavra “apóstolo” na sua Bíblia é uma tradução da expressão grega apóstolos. A tradução correta deveria ser algo como “enviado, embaixador, mensageiro, enviado” (Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento. Brown, vol. 1, pág. 126). O verbo apostello traz a noção de “enviar com um propósito particular”. Assim, apóstolo pode significar “alguém comissionado” ou “mensageiro credenciado” (Novo Dicionário Bíblico, Davis, 57-60). Jerônimo, ao traduzir o Novo Testamento do grego para o latim, colocou “apóstolos” como a raiz latina do que seria mais corretamente traduzido para o nosso atual “missionário”. Você percebeu que a palavra “missionário” não é encontrada na Bíblia em inglês? (Nota da tradutor: o autor faz referência à língua de seu país, os Estados Unidos. Ocorre que também nas traduções em português a palavra não aparece uma vez sequer). Ainda assim, virtualmente todos os evangélicos acreditam em “missionários”. Isso acontece por ser “missionário” o equivalente dinâmico de apóstolo. A justificativa para a existência de missionários contemporâneos reside nos padrões do Novo Testamento e nos ensinamentos sobre a existência dos apóstolos.
Então, enquanto que o primeiro tipo de apóstolo não mais existe, os modernos missionários certamente representam o segundo tipo deles. Isto é, os atuais missionários são enviados pelas igrejas para evangelizar e para iniciar igrejas. Os plantadores de igrejas são verdadeiros apóstolos do segundo tipo descrito acima e são tão necessários hoje o quanto o foram no primeiro século.
Admitindo-se que de fato houvesse um padrão do Novo Testamento para justificar a existência de plantadores de igrejas hoje, como poderiam os modernos apóstolos realizar seus ministérios? Baseados em Atos 1:4, 8:12 e 15:1-2, (cp. Gálatas 1:11, 1:18, 2:1 e 2:9) e Atos 21:17:18, parece que a maioria dos Doze trabalhou fora de Jerusalém pelo menos dezessete anos (esta era sua base de operações). Quando lá, os apóstolos devotavam seu tempo evangelizando aos perdidos e ensinando aos salvos. Eles ocasionalmente faziam curtas viagens missionárias enquanto baseados fora de Jerusalém (Atos 8:14 e 8:25). Durante o tempo em que Paulo esteve ali, entretanto, parece que ele se retirou, conforme Atos 21:17-18. Apenas Tiago ainda estava naquela cidade. De toda forma, analisando-se bem o Novo Testamento, torna-se óbvio que um constante movimento caracterizava a maioria dos outros apóstolos. Eles viajaram, pregaram o Evangelho e organizaram igrejas. Raramente esses apóstolos viajantes se fixaram permanentemente em uma localidade. Isso é muito diferente do que ocorre hoje nas missões!
Ocasionais paradas eram feitas em localidades estratégicas, mas o circuito sempre continuava. Por exemplo, Paulo permaneceu um ano e meio em Roma (28:31). Ele se esforçou para resistir à tentação de ali ficar mais tempo. Similarmente, Paulo disse ao apóstolo Timóteo para “que ficasse em Éfeso, para advertires a alguns que não ensinassem doutrina diversa” (1 Timóteo 1:3). Porém, depois que o trabalho terminou, Paulo escreveu a Timóteo: “Apressa-te a vir antes do inverno” (2 Timóteo 4:21). Apesar do que comumente se supõe, Timóteo foi um apóstolo e não um pastor em Éfeso. Outro exemplo é Tito, deixado em Creta para “que pusesses em boa ordem o que ainda não o está” e para “que em cada cidade estabelecesses anciãos” (Tito 1:5). Depois que isso aconteceu, Tito foi juntar-se a Paulo em Nicópolis (Tito 3:12).
Quais objetivos tiveram os primeiros apóstolos, como motivação para suas viagens? Um deles foi a evangelização. Discorrendo sobre as características dos apóstolos, Paulo referiu-se a eles como “os que anunciam o evangelho” (1 Coríntios 9:14). Similarmente, Timóteo foi retratado como “fazendo a obra de um evangelista” (2 Timóteo 4:5). Mesmo uma leitura superficial de Atos mostrará essa como uma importante função dos apóstolos.
Outro objetivo desses enviados das igrejas foi a organização e o fortalecimento dos novos convertidos. Essa era a parcialmente a razão da permanência dos apóstolos de um ou dois anos em apenas uma localidade. Efésios 4:11-13 nos diz que Deus colocou os apóstolos “para preparar o Seu povo para exercer o trabalho de servir”. Paulo planejou uma visita a Éfeso, mas, pensando que poderia demorar mais do que o previsto, deixou instruções aos irmãos para que “saibas como se deve proceder na casa de Deus” (1 Timóteo 3:15). O trabalho de Timóteo era “confiar” a verdade a “homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros” (2 Timóteo 2:2).
A maior diferença entre um ancião e um apóstolo é que a esfera dos serviços do primeiro é permanentemente concentrada em uma igreja local, enquanto que o campo do apóstolo é universal e temporário. Desde que um apóstolo haja treinado e empossado os anciãos, ele se retira para outra localidade. Depois disso, são os anciãos que ensinam a igreja e treinam outros futuros anciãos, com ajuda ocasional dos apóstolos, de passagem.
Sob a orientação do Espírito Santo, nenhuma palavra registrada nas Escrituras é acidental ou sem importância. Todos os escritos são para seu proveito. Assim como ignorar padrões do Novo Testamento sobre eclesiologia gera riscos para nós, assim também desatender às práticas apostólicas do Novo Testamento é imprudente. A existência dos obreiros itinerantes da igreja é um padrão do Novo Testamento. Virtualmente cada igreja mencionada no Novo Testamento teve seu início propiciado por equipes apostólicas e continuaram seus relacionamentos com elas por muitos e muitos anos. Nosso sangue circula por todo o corpo, fornecendo o oxigênio e eliminando as impurezas. Os trabalhadores itinerantes da igreja são para ela o que o sangue é para o corpo. Seus ministérios são partes importantes do projeto de Deus para igrejas mais sadias e crescentes. O padrão do Novo Testamento é a existência de igrejas que enviem missionários que iniciem novas igrejas em áreas não atingidas pelo Evangelho. Nós ainda precisamos do ministério desses homens hoje. Esses modernos “apóstolos” podem inclusive ajudar igrejas existentes a consolidar-se na sã doutrina e na prática correta. Eles servem como professores de seminário sobre rodas, treinando e equipando líderes de igreja em suas próprias localidades 1 Timóteo 1:3, 3:14-15, 4:1-6 e 4:13, 2 Timóteo 1:13, 2:1-2, 2:14 e 4:1-5 e Tito 1:5 e 2:1-15).
Os apóstolos do nosso tempo devem ser servos da igreja, não senhores sobre elas. Embora eles venham naturalmente a ter a influente autoridade de um ancião sobre as igrejas que iniciam, o moderno apóstolo não tem nenhum “posto” maior do que qualquer ancião. Os apóstolos modernos não são como os Doze. Eles precisam recordar de que a fé “de uma vez para sempre foi entregue aos santos” (Judas 3). Nenhum ensino “novo” é necessário; nenhuma teologia essencial foi antes retida da igreja. Assim, o ensino do iniciador de igrejas deve ser em harmonia com as revelações anteriores dos Doze. Não duvide de que ocasionalmente surgirão falsos apóstolos e, por causa disso, precisamos ser como os Efésios que puseram “à prova os que se dizem apóstolos e não o são, e os achaste mentirosos” (Apocalipse 2:2).
Não é provável que possamos encontrar de novo apóstolos no sentido dos “Doze”. Entretanto, a igreja sempre teve e continuará a ter apóstolos no sentido de Barnabé, Timóteo, Tito e Epafrodito, isto é, plantadores de igrejas enviados para evangelizar, iniciar igrejas, treinar e empossar líderes e depois se mudarem para outras localidades.
Equipes apostólicas foram fundamentais na divulgação e na maturidade da igreja primitiva. A existência deles e seus ministérios são padrões do Novo Testamento. Eles evangelizaram, fizeram discípulos, ensinaram, organizaram e deram posse a anciãos. Podemos iniciar uma igreja sem a presença de um apóstolo? Sim. Pode uma igreja existente funcionar sem o impulso inicial de um apóstolo? Sim. Pode uma igreja eleger seus próprios anciãos? Sim. Porém, tudo isso é muito mais fácil se os obreiros apostólicos estiverem disponíveis.
Sumário
Do que a igreja não precisa é:
Auto-proclamados apóstolos que tentam ser senhores (governar) a igreja local. Apóstolos devem ser servos da igreja (Colossenses 1:25 e 2 Coríntios 13:4). É tarefa dos apóstolos fortalecerem a liderança local, não a suplantar. De fato, os apóstolos devem ser responsáveis pela liderança da igreja local.
Apóstolos que dominem as reuniões da igreja local e procurem transformá-las em um espetáculo de um só homem. Apóstolos devem ser como treinadores, não como jogadores. A igreja “pertence” aos irmãos, não aos apóstolos.
Parasitas da igreja. Apóstolos têm direito a apoio financeiro, mas devem ser capazes e desejarem trabalhar secularmente, se for necessário.
Apóstolos que mascateiam a Palavra de Deus, cobrando pelas aulas nas classes bíblicas.
A igreja precisa que você:
Ore para que Deus levante, em nosso tempo, apóstolos modernos que desejem iniciar igrejas domiciliares bíblicas (Mateus 9:37-38). (Pergunte a Deus e a outros crentes se, talvez, você deva fazer parte de um ministério apostólico. Você talvez receba a resposta à sua própria oração!).
Ore pelos que já estão fazendo trabalho evangelístico (Efésios 6:19-20 e Colossenses 4:2-4).
Faça doações financeiras para ajudar aos apóstolos de tempo integral (e evangelistas) (1 Coríntios 9:14).
Esteja aberto ao ministério e ao incentivo dos apóstolos. A influência dos mencionados trabalhadores itinerantes podem impedir a igreja de tornar-se estagnada ou de contentar-se com a alegre comunhão dos crentes da mesma opinião. Grupos isolados podem facilmente se esquecer do desejo de Deus de que evangelizemos e busquemos aos perdidos.
Tradução de Otto Amaral
(*) Steve Atkerson e sua esposa Sandra vivem no norte da Geórgia (Estados Unidos), com seus três filhos, aos quais ministraram educação formal em casa. Steve formou-se na Georgia Tech e trabalhou em eletrônica industrial antes de ir para o seminário. Depois de graduado Mestre em Divindade pelo Mid America Baptist Theological Seminary, em Memphis, serviu por sete anos como pastor da Igreja Batista do Sul. Ele demitiu-se em 1990 para trabalhar com igrejas que desejavam seguir as tradições apostólicas em suas práticas. Ele viaja e ensina onde o Senhor abre as portas da oportunidade. Steve é também ancião na igreja domiciliar que ajudou a fundar em 1990, além de ser professor, palestrante itinerante e presidente da NTRF (Fundação para Restauração do Novo Testamento), autor dos livros The practice of the Early Church: A Theological Workbook, do Equipping Manual e é editor e autor de artigos do livro Ekklesia: To the Roots of Biblical House Church Life.
sábado, 17 de novembro de 2012
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
A cidade de Imperatriz no estado do Maranhão esta passando por um momento muito importande no que diz respeito ao desenvolvimento. Grandes empresas estão apostando no crecimento da cidade Aspectos Demográficos População Total 230.450 hab.
Urbana 218.555 hab.
Rural 11.895 hab.
Masculina 110.739 hab.
Feminina 119.711 hab.
Densidade Demográfica 150,52 hab/Km2
Taxa de crescimento populacional: 0,5% de 01.03.1996 à 01.08.2000
Taxa de Urbanização 94,84%
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
A educação no maranhão vai de mal a pior
NO interio do estado do Maranhão precisamente na cidade de Imperatriz um professor do encino fundamental do colegio josé queroz na Vila vitória aplica prova da UFRS PARA ALUNOS DO 6° ANO., iSTO É UMA VERGONHA
sábado, 18 de junho de 2011
CARCARÁ
Carcará
Por ter vivido no periodo da ditadura militar onde tudo era proibido, e não podendo falar abertamente pois corria o risco de ser preso e torturado porém para fazer suas denuncias, João do Vale faz um paradoxo utilizando a figura de uma ave forte e valente como o carcará. Essa foi a forma que o poeta encontrou para denuciar a real situação que viviam os nordestinos, povo forte e trabalhador ter que estender a mão para pedir um pedaço de pão ,pois eram assolados por secas ou enchentes e para não morrer de fome tinham que deixar sua terra natal e partir para São Paulo em busca de dias melhores. Em 1950 10% da população do estado do Piaui vivia fora de sua terra natal 13% do Ceará 15% da Bahia 17% de Alagoas . Enquanto isso os governantes brasileiros presenteavam a rainha da Inglaterra com um colar contendo 40 pedra de algas marinhas brasileiras.
-“Durma com uma goteira dessa e acorde satisfeito” !!!!!!!.João do Vale
João do Vale
João Batista do Vale nasceu em Pedreiras MA em 11 de Outubro de 1934. Desde pequeno gostava muito de música, mas logo teve de trabalhar, para ajudar a família. Aos 13 anos foi para São Luís MA, onde participou de um grupo de bumba-meu-boi, o Linda Noite, como "amo" (pessoa que faz os versos). Dois anos depois, começou sua viagem para o Sul, sempre em boléias de caminhões: em Fortaleza CE, foi ajudante de caminhão; em Teófilo Otoni MG, trabalhou no garimpo; e no Rio de Janeiro RJ, onde chegou em dezembro de 1950, empregou- se como ajudante de pedreiro numa obra no bairro de Ipanema. Passou a freqüentar programas de rádio, para conhecer os artistas e apresentar suas composições, em maioria baiões. Depois de dois meses de tentativas, teve uma música de sua autoria gravada por Zé Gonzaga, Cesário Pinto, que fez sucesso no Nordeste. Em 1953, Marlene lançou em disco Estrela miúda, que também teve êxito; outros cantores, como Luís Vieira e Dolores Duran, gravaram então músicas de sua autoria. Em 1964 estreou como cantor no restaurante Zicartola, onde nasceu a idéia do show Opinião, dirigido por Oduvaldo Viana Filho, Paulo Pontes e Armando Costa, que foi apresentado no teatro do mesmo nome, no Rio de Janeiro. Dele participou, ao lado de Zé Kéti e Nara Leão, tornando-se conhecido principalmente pelo sucesso de sua música Carcará (com José Cândido), a mais marcante do espetáculo, que lançou Maria Bethânia como cantora. Como compositor, em 1969 fez a trilha sonora de Meu nome é Lampião (Mozael Silveira). Depois de se afastar do meio musical por quase dez anos, lançou em 1973 Se eu tivesse o meu mundo (com Paulinho Guimarães) e em 1975 participou da remontagem do show Opinião, no Rio de Janeiro. Tem dezenas de músicas gravadas e algumas delas deram popularidade a muitos cantores: Peba na pimenta (com João Batista e Adelino Rivera), gravada por Ari Toledo, e Pisa na fulo (com Ernesto Pires e Silveira Júnior), baião de 1957, gravado por ele mesmo. Em 1982 gravou seu segundo disco, ao lado de Chico Buarque, que, no ano anterior, havia produzido o LP João do Vale convida, com participações de Nara Leão, Tom Jobim, Gonzaguinha e Zé Ramalho, entre outros. Em 1994, Chico Buarque voltou a reverenciar o amigo, reunindo artistas para gravar o disco João Batista do Vale, prêmio Sharp de melhor disco regional. Faleceu em São Luís MA no dia 06 de Dezembro de 1996, sendo sepultado em sua cidade natal, Pedreiras."O poeta"
como era carinhosamente conhecido pelos pedrerences
Forró forrado
O show do Forró Forrado foi criado especialmente para João do Vale pelo seu proprietário, seu Adolfo, amigo e admirador do criador de Pena na Pimenta.
Sem gravar discos, por causa da censura, vendendo seus baiões para outros compositores, o poeta estava à margem da indústria cultural. Preocupado com a situação do amigo, seu Adolfo criou o show. Na primeira apresentação, lá estava um grupo de pouco mais de 150 pessoas – a maioria viera para rever e ouvir João do Vale, os que ainda não o conheciam logo se tornaram seus fãs, e o forró transformou-se num sucesso.
Ali, naquele espaço pobre, onde alguns poucos ventiladores aliviavam o calor do salão, a carreira de João do Vale tomou novo impulso, ele passou a acontecer de novo.
A conversa rica e original de João do Vale ia esquentando à medida que os copos se esvaziavam sobre a mesa do boteco e ele, no seu gesto característico, ia libertando os pés das sandálias por debaixo da mesa.
Como todo grande artista, João se antecipou aos cientistas na percepção do mundo social, da tragédia ou da comédia desta vida. Foi assim que, muito antes que a expressão “capilaridade social” ganhasse freqüência na linguagem dos sociólogos, João do Vale já detectava com agudeza o movimento de ascensão que permite a uns poucos sair da miséria para compartilhar da abastança. Em Minha História, ele fala de sua origem pobre e de sua ascensão como artista, mas, quando já com a consciência meio aliviada, no preparamos para festejar sua glória, ele desfaz o jogo de encantamento para terminar denunciando: “Mas o negócio não é bem eu/É Mane, Pedro e Romão/Que também foi meu colega/E continuam no sertão/Não puderam estudar/Nem sabe fazer baião”.
Fim da censura
Em 1975, os ares estavam mais respiráveis, então, João do Vale retornava de Pedreiras para Nova Iguaçu e apresentava, com enorme sucesso, seus show em circuitos universitários.
E ainda esse ano o show Opinião foi reapresentados, após 10 anos da realização do primeiro. Alguns meses depois do segundo show Opinião, João do Vale foi convidado para apresentar-se nos Estados Unidos da América e seu sucesso foi tanto que ele voltou outras vezes.
Em 1976, João preparou e apresentou seu show E agora João? E um de seus melhores momentos era, sem dúvida, o inspiradíssimo xote que colocava um pobre, embora precavida, viúva em maliciosa conversa com um matreiro e assanhado amigo da família. E, lapingochadas à parte, a platéia se deliciava com a desfaçatez, ou melhor, a cara-de-pau dos personagens.
E João do Vale continuou apresentando seus shows por todo o país, vendendo seus LPs, ganhando com direitos autorais.
Doença
Em 1987, quando ia Nova Iguaçu com uma amiga, parou em um restaurante para almoçar. João sentiu-se mal e de repente desabou direto no prato, fulminado por um AVC, mais conhecido como derrame cerebral. Sua acompanhante ficou apavorada e, não se soube se por ignorância ou maldade, saiu correndo e abandonou o local. Então, foi levado inconsciente para o Hospital da Posse de Nova Iguaçu. Sem documento e dinheiro (sua carteira ficara na bolsa da tal acompanhante), foi deixado numa maca e negligentemente abandonado à própria sorte.
Após ficar sem atendimento adequado, teve convulsão e caiu da maca, batendo a cabeça no chão do Hospital. Foi atendido por uma estagiária mais atenta, onde foi reconhecido e a partir daí passou imediatamente de “crioulo sem ter onde cair morto”, para “artista brasileiro negro e talentoso, necessitado de socorro imediato”. Peculiaridades de um país socialmente racista.
João ficou internado por dois anos na ABBR, no bairro Jardim Botânico, para tratar da semi-paralisia do lado direito do seu seu corpo. Nesse período seus amigos se movimentaram para organizar e promover shows em benefício do artista e sua família.
Em 1989 João recebeu alta, onde providenciou a sua aposentadoria, onde passou a viver dessa pensão (cinco salários mínimos) e de direitos autorais.
João do Vale ficou consciente, mas com grande lacunas na memória, cognição afetada, dificuldades na fala, tinha o corpo semi-paralisado e a perna visivilmente atrofiada.
Retorno a pedreiras
Em outubro de 1992 João é homenageado em sua terra natal, com um show no Teatro da Praia Grande. Músicos e intérpretes, de toda uma geração que não pôde vê-lo ao vivo, agora cantavam os sucessos do velho mestre. Na ocasião João revelava que sua intenção era se mudar para a cidade de Pedreiras a fim de passar o resto da sua vida na terra onde nascera.
Então João volta para Pedreiras, mudança fundamental para sua saúde. Ele não cansava de repetir o quanto se sentia bem em sua cidade natal.
Homenagens
Ao completar 60 anos, em 1993, João era lembrado com um show no teatro que levava seu nome, o Espaço Cultural João do Vale, na Praia Grande, em São Luis. Uma semana após o show ele apareceria de surpresa na estréia de Chico Buarque no Canecão, no Rio. Naquele mesmo final de ano, Chico Buarque começou a pensar no projeto de um disco-tributo para João do Vale, com venda a ser revertida para o artista e sua família.
O discou começou a ser gravado, pela BMG – Ariola, em 1994 e tinha direção artística de Chico Buarque, Fagner e Sérgio de Carvalho e participavam vários artistas consagrados trazendo somente composições de João do Vale.
O disco-tributo João Batista Vale recebeu, em 1995, o Prêmio Sharp de melhor disco de música regional.
Morte
No ano de 1996, a saúde João do Vale ia oscilando, apresentando melhoras alternadas com algumas crises.Todo o dia João batia ponto nos jogos de dominó em frente ao Sindicato dos Arrumadores, no centro de Pedreiras. Aos poucos, o estado de João do Vale passava a preocupar cada vez mais. Em 22 de novembro daquele ano, a turma do dominó soube que João não iria para o jogo, pois passara mal e resolvera ficar em casa. No final da tarde foi acometido por um novo acidente vascular cerebral. Apresentando um quadro grave de diabetes, hipertensão arterial e insuficiência renal, no dia 4 de dezembro, sofria seu terceiro e fatal derrame, o que o levou ao coma. E no dia 06 de dezembro de 1996, sexta-feira, às 13h30min, com falência múltipla dos órgãos, morria João Batista Vale, o poeta do povo João do Vale. A pedido seu, antes de morrer, foi enterrado, em 8 dezembro, no modesto cemitério São José, de Pedreiras. Mais de 5 mil pessoas acompanharam o cortejo fúnebre, ao som de Pisa na fulô e Carcará, em arranjo para solo de saxofone de Sávio Araújo.
Por ter vivido no periodo da ditadura militar onde tudo era proibido, e não podendo falar abertamente pois corria o risco de ser preso e torturado porém para fazer suas denuncias, João do Vale faz um paradoxo utilizando a figura de uma ave forte e valente como o carcará. Essa foi a forma que o poeta encontrou para denuciar a real situação que viviam os nordestinos, povo forte e trabalhador ter que estender a mão para pedir um pedaço de pão ,pois eram assolados por secas ou enchentes e para não morrer de fome tinham que deixar sua terra natal e partir para São Paulo em busca de dias melhores. Em 1950 10% da população do estado do Piaui vivia fora de sua terra natal 13% do Ceará 15% da Bahia 17% de Alagoas . Enquanto isso os governantes brasileiros presenteavam a rainha da Inglaterra com um colar contendo 40 pedra de algas marinhas brasileiras.
-“Durma com uma goteira dessa e acorde satisfeito” !!!!!!!.João do Vale
João do Vale
João Batista do Vale nasceu em Pedreiras MA em 11 de Outubro de 1934. Desde pequeno gostava muito de música, mas logo teve de trabalhar, para ajudar a família. Aos 13 anos foi para São Luís MA, onde participou de um grupo de bumba-meu-boi, o Linda Noite, como "amo" (pessoa que faz os versos). Dois anos depois, começou sua viagem para o Sul, sempre em boléias de caminhões: em Fortaleza CE, foi ajudante de caminhão; em Teófilo Otoni MG, trabalhou no garimpo; e no Rio de Janeiro RJ, onde chegou em dezembro de 1950, empregou- se como ajudante de pedreiro numa obra no bairro de Ipanema. Passou a freqüentar programas de rádio, para conhecer os artistas e apresentar suas composições, em maioria baiões. Depois de dois meses de tentativas, teve uma música de sua autoria gravada por Zé Gonzaga, Cesário Pinto, que fez sucesso no Nordeste. Em 1953, Marlene lançou em disco Estrela miúda, que também teve êxito; outros cantores, como Luís Vieira e Dolores Duran, gravaram então músicas de sua autoria. Em 1964 estreou como cantor no restaurante Zicartola, onde nasceu a idéia do show Opinião, dirigido por Oduvaldo Viana Filho, Paulo Pontes e Armando Costa, que foi apresentado no teatro do mesmo nome, no Rio de Janeiro. Dele participou, ao lado de Zé Kéti e Nara Leão, tornando-se conhecido principalmente pelo sucesso de sua música Carcará (com José Cândido), a mais marcante do espetáculo, que lançou Maria Bethânia como cantora. Como compositor, em 1969 fez a trilha sonora de Meu nome é Lampião (Mozael Silveira). Depois de se afastar do meio musical por quase dez anos, lançou em 1973 Se eu tivesse o meu mundo (com Paulinho Guimarães) e em 1975 participou da remontagem do show Opinião, no Rio de Janeiro. Tem dezenas de músicas gravadas e algumas delas deram popularidade a muitos cantores: Peba na pimenta (com João Batista e Adelino Rivera), gravada por Ari Toledo, e Pisa na fulo (com Ernesto Pires e Silveira Júnior), baião de 1957, gravado por ele mesmo. Em 1982 gravou seu segundo disco, ao lado de Chico Buarque, que, no ano anterior, havia produzido o LP João do Vale convida, com participações de Nara Leão, Tom Jobim, Gonzaguinha e Zé Ramalho, entre outros. Em 1994, Chico Buarque voltou a reverenciar o amigo, reunindo artistas para gravar o disco João Batista do Vale, prêmio Sharp de melhor disco regional. Faleceu em São Luís MA no dia 06 de Dezembro de 1996, sendo sepultado em sua cidade natal, Pedreiras."O poeta"
como era carinhosamente conhecido pelos pedrerences
Forró forrado
O show do Forró Forrado foi criado especialmente para João do Vale pelo seu proprietário, seu Adolfo, amigo e admirador do criador de Pena na Pimenta.
Sem gravar discos, por causa da censura, vendendo seus baiões para outros compositores, o poeta estava à margem da indústria cultural. Preocupado com a situação do amigo, seu Adolfo criou o show. Na primeira apresentação, lá estava um grupo de pouco mais de 150 pessoas – a maioria viera para rever e ouvir João do Vale, os que ainda não o conheciam logo se tornaram seus fãs, e o forró transformou-se num sucesso.
Ali, naquele espaço pobre, onde alguns poucos ventiladores aliviavam o calor do salão, a carreira de João do Vale tomou novo impulso, ele passou a acontecer de novo.
A conversa rica e original de João do Vale ia esquentando à medida que os copos se esvaziavam sobre a mesa do boteco e ele, no seu gesto característico, ia libertando os pés das sandálias por debaixo da mesa.
Como todo grande artista, João se antecipou aos cientistas na percepção do mundo social, da tragédia ou da comédia desta vida. Foi assim que, muito antes que a expressão “capilaridade social” ganhasse freqüência na linguagem dos sociólogos, João do Vale já detectava com agudeza o movimento de ascensão que permite a uns poucos sair da miséria para compartilhar da abastança. Em Minha História, ele fala de sua origem pobre e de sua ascensão como artista, mas, quando já com a consciência meio aliviada, no preparamos para festejar sua glória, ele desfaz o jogo de encantamento para terminar denunciando: “Mas o negócio não é bem eu/É Mane, Pedro e Romão/Que também foi meu colega/E continuam no sertão/Não puderam estudar/Nem sabe fazer baião”.
Fim da censura
Em 1975, os ares estavam mais respiráveis, então, João do Vale retornava de Pedreiras para Nova Iguaçu e apresentava, com enorme sucesso, seus show em circuitos universitários.
E ainda esse ano o show Opinião foi reapresentados, após 10 anos da realização do primeiro. Alguns meses depois do segundo show Opinião, João do Vale foi convidado para apresentar-se nos Estados Unidos da América e seu sucesso foi tanto que ele voltou outras vezes.
Em 1976, João preparou e apresentou seu show E agora João? E um de seus melhores momentos era, sem dúvida, o inspiradíssimo xote que colocava um pobre, embora precavida, viúva em maliciosa conversa com um matreiro e assanhado amigo da família. E, lapingochadas à parte, a platéia se deliciava com a desfaçatez, ou melhor, a cara-de-pau dos personagens.
E João do Vale continuou apresentando seus shows por todo o país, vendendo seus LPs, ganhando com direitos autorais.
Doença
Em 1987, quando ia Nova Iguaçu com uma amiga, parou em um restaurante para almoçar. João sentiu-se mal e de repente desabou direto no prato, fulminado por um AVC, mais conhecido como derrame cerebral. Sua acompanhante ficou apavorada e, não se soube se por ignorância ou maldade, saiu correndo e abandonou o local. Então, foi levado inconsciente para o Hospital da Posse de Nova Iguaçu. Sem documento e dinheiro (sua carteira ficara na bolsa da tal acompanhante), foi deixado numa maca e negligentemente abandonado à própria sorte.
Após ficar sem atendimento adequado, teve convulsão e caiu da maca, batendo a cabeça no chão do Hospital. Foi atendido por uma estagiária mais atenta, onde foi reconhecido e a partir daí passou imediatamente de “crioulo sem ter onde cair morto”, para “artista brasileiro negro e talentoso, necessitado de socorro imediato”. Peculiaridades de um país socialmente racista.
João ficou internado por dois anos na ABBR, no bairro Jardim Botânico, para tratar da semi-paralisia do lado direito do seu seu corpo. Nesse período seus amigos se movimentaram para organizar e promover shows em benefício do artista e sua família.
Em 1989 João recebeu alta, onde providenciou a sua aposentadoria, onde passou a viver dessa pensão (cinco salários mínimos) e de direitos autorais.
João do Vale ficou consciente, mas com grande lacunas na memória, cognição afetada, dificuldades na fala, tinha o corpo semi-paralisado e a perna visivilmente atrofiada.
Retorno a pedreiras
Em outubro de 1992 João é homenageado em sua terra natal, com um show no Teatro da Praia Grande. Músicos e intérpretes, de toda uma geração que não pôde vê-lo ao vivo, agora cantavam os sucessos do velho mestre. Na ocasião João revelava que sua intenção era se mudar para a cidade de Pedreiras a fim de passar o resto da sua vida na terra onde nascera.
Então João volta para Pedreiras, mudança fundamental para sua saúde. Ele não cansava de repetir o quanto se sentia bem em sua cidade natal.
Homenagens
Ao completar 60 anos, em 1993, João era lembrado com um show no teatro que levava seu nome, o Espaço Cultural João do Vale, na Praia Grande, em São Luis. Uma semana após o show ele apareceria de surpresa na estréia de Chico Buarque no Canecão, no Rio. Naquele mesmo final de ano, Chico Buarque começou a pensar no projeto de um disco-tributo para João do Vale, com venda a ser revertida para o artista e sua família.
O discou começou a ser gravado, pela BMG – Ariola, em 1994 e tinha direção artística de Chico Buarque, Fagner e Sérgio de Carvalho e participavam vários artistas consagrados trazendo somente composições de João do Vale.
O disco-tributo João Batista Vale recebeu, em 1995, o Prêmio Sharp de melhor disco de música regional.
Morte
No ano de 1996, a saúde João do Vale ia oscilando, apresentando melhoras alternadas com algumas crises.Todo o dia João batia ponto nos jogos de dominó em frente ao Sindicato dos Arrumadores, no centro de Pedreiras. Aos poucos, o estado de João do Vale passava a preocupar cada vez mais. Em 22 de novembro daquele ano, a turma do dominó soube que João não iria para o jogo, pois passara mal e resolvera ficar em casa. No final da tarde foi acometido por um novo acidente vascular cerebral. Apresentando um quadro grave de diabetes, hipertensão arterial e insuficiência renal, no dia 4 de dezembro, sofria seu terceiro e fatal derrame, o que o levou ao coma. E no dia 06 de dezembro de 1996, sexta-feira, às 13h30min, com falência múltipla dos órgãos, morria João Batista Vale, o poeta do povo João do Vale. A pedido seu, antes de morrer, foi enterrado, em 8 dezembro, no modesto cemitério São José, de Pedreiras. Mais de 5 mil pessoas acompanharam o cortejo fúnebre, ao som de Pisa na fulô e Carcará, em arranjo para solo de saxofone de Sávio Araújo.
domingo, 5 de junho de 2011
Palocci não convence e fica em situação crítica após nova denúncia
A situação do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, piorou muito depois da entrevista que ele concedeu ao Jornal Nacional, na sexta-feira. E se agravou ainda mais depois da divulgação, pela revista Veja, de que o apartamento de 640 metros quadrados que Palocci aluga, em São Paulo, seria de uma empresa dirigida por laranjas, um de 23 anos, outro de 17.
A presidente Dilma Rousseff teve uma reação de desânimo depois de ver a entrevista, de acordo com informações de bastidores do Palácio do Planalto. E teria comentado que Palocci ficou devendo respostas a respeito da lista de clientes, que, segundo ele próprio, foram entre 20 e 25.
No Planalto já se fala que agora o governo deve entrar num clima de transição na área política. Petistas que foram à festa de filiação do deputado Gabriel Chalita ao PMDB, em São Paulo, chegaram a dizer que a situação de Palocci se tornou "insustentável".
Antes mesmo da entrevista do titular da Casa Civil para esclarecer suspeitas de enriquecimento ilícito, Dilma e auxiliares mais diretos avaliavam que o ministro não conseguiria reverter a sua situação pessoal nem a de engessamento do governo.
O ministro Gilberto Carvalho, que ocupa atualmente a apagada pasta da Secretaria-Geral, vem tentando ocupar um pedaço do "vácuo" nas interlocuções do Planalto com setores da base aliada na falta de Palocci, disseram auxiliares de Dilma.
Carvalho sempre é lembrado pelo contato direto com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, maior fiador de Palocci no governo. Carvalho também mantém boa relação com dirigentes do PT contrários à permanência de Palocci, que reclamam da nomeação de aliados para cargos que disputam na aliança partidária governista. A participação ativa de Carvalho na busca de saídas para a crise não se limita a negociações com petistas. Dilma encarregou o ministro de manter conversas permanentes com o vice-presidente Michel Temer e líderes do PMDB.
A presidente Dilma Rousseff teve uma reação de desânimo depois de ver a entrevista, de acordo com informações de bastidores do Palácio do Planalto. E teria comentado que Palocci ficou devendo respostas a respeito da lista de clientes, que, segundo ele próprio, foram entre 20 e 25.
No Planalto já se fala que agora o governo deve entrar num clima de transição na área política. Petistas que foram à festa de filiação do deputado Gabriel Chalita ao PMDB, em São Paulo, chegaram a dizer que a situação de Palocci se tornou "insustentável".
Antes mesmo da entrevista do titular da Casa Civil para esclarecer suspeitas de enriquecimento ilícito, Dilma e auxiliares mais diretos avaliavam que o ministro não conseguiria reverter a sua situação pessoal nem a de engessamento do governo.
O ministro Gilberto Carvalho, que ocupa atualmente a apagada pasta da Secretaria-Geral, vem tentando ocupar um pedaço do "vácuo" nas interlocuções do Planalto com setores da base aliada na falta de Palocci, disseram auxiliares de Dilma.
Carvalho sempre é lembrado pelo contato direto com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, maior fiador de Palocci no governo. Carvalho também mantém boa relação com dirigentes do PT contrários à permanência de Palocci, que reclamam da nomeação de aliados para cargos que disputam na aliança partidária governista. A participação ativa de Carvalho na busca de saídas para a crise não se limita a negociações com petistas. Dilma encarregou o ministro de manter conversas permanentes com o vice-presidente Michel Temer e líderes do PMDB.
domingo, 22 de maio de 2011
Lula tenta conter crise e segurar Palocci
Es-presidente telefonou do Panamá para Gilberto Carvalho e disse que governo não pode baixar a guarda
Cargos
Na tentativa de esvaziar a ameaça de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e barrar a convocação de Palocci no Congresso, o governo já acena com cargos para acalmar a base aliada. A previsão é a de que, a partir da próxima semana, o quebra-cabeça do segundo escalão comece a tomar forma final.
Cargos
Na tentativa de esvaziar a ameaça de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e barrar a convocação de Palocci no Congresso, o governo já acena com cargos para acalmar a base aliada. A previsão é a de que, a partir da próxima semana, o quebra-cabeça do segundo escalão comece a tomar forma final.
Crise com Palocci expõe ausência de regras anticorrupção
A polêmica em torno do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, que após deixar o governo Luiz Inácio Lula da Silva e já eleito deputado em 2006 utilizou a empresa Projeto para prestar serviços de consultoria a clientes, chama a atenção para o vácuo legal em torno das situações de conflitos entre os interesses públicos e privados.
Segundo o ministro Jorge Hage, da Controladoria Geral da União (CGU), o Congresso não dá "nenhum sinal de disposição" de votar três projetos relacionados ao tema: tornar crime o enriquecimento ilícito de agentes públicos, definir situações em que há conflito de interesses públicos e privados e ampliar a punição a servidores envolvidos em irregularidades.
As três propostas, apresentados em 2005, 2006 e 2009, respectivamente, estão entre as centenas de projetos à espera de votação na Câmara. Se isso ocorrer um dia, e se forem aprovados, esses textos ainda entrarão na fila de propostas a serem analisadas pelo Senado.
Os exemplos de agilidade dos parlamentares para analisar projetos anticorrupção talvez se esgotem com a aprovação, no ano passado, da Lei da Ficha Limpa, após nove meses de tramitação. Em 1999, o Congresso foi ainda mais rápido - menos de dois meses - ao dar aval a um projeto que punia a compra de votos em eleições. E foi só.
Segundo o ministro Jorge Hage, da Controladoria Geral da União (CGU), o Congresso não dá "nenhum sinal de disposição" de votar três projetos relacionados ao tema: tornar crime o enriquecimento ilícito de agentes públicos, definir situações em que há conflito de interesses públicos e privados e ampliar a punição a servidores envolvidos em irregularidades.
As três propostas, apresentados em 2005, 2006 e 2009, respectivamente, estão entre as centenas de projetos à espera de votação na Câmara. Se isso ocorrer um dia, e se forem aprovados, esses textos ainda entrarão na fila de propostas a serem analisadas pelo Senado.
Os exemplos de agilidade dos parlamentares para analisar projetos anticorrupção talvez se esgotem com a aprovação, no ano passado, da Lei da Ficha Limpa, após nove meses de tramitação. Em 1999, o Congresso foi ainda mais rápido - menos de dois meses - ao dar aval a um projeto que punia a compra de votos em eleições. E foi só.
terça-feira, 3 de maio de 2011
EUA confirmam que não informaram Paquistão sobre missão contra Bin ...
Para diretor da CIA, trabalho com governo local “poderia ter posto em perigo a missão”
EFE
Texto:
Casa Branca/AFPCasa Branca/AFP
Foto divulgada pelo governo dos EUA mostra Panetta (esq.), da CIA, chegando à Casa Branca para acompanhar a missão contra Bin Laden
Publicidade
Os Estados Unidos não informaram o Paquistão sobre a operação que resultou na morte do líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, neste domingo (1º) porque podia pôr em risco a missão. A afirmação é do diretor da CIA (agência de inteligência americana), Leon Panetta, em uma entrevista à revista Time publicada nesta terça-feira (3).
Galeria: os maiores ataques da Al Qaeda
Veja imagens da ação que matou Bin Laden
Americanos festejam morte de Bin Laden
Veja fotos do terrorista mais procurado do mundo
Segundo Panetta, os americanos temiam que os paquistaneses "pudessem alertar os alvos". Durante meses, os EUA consideraram um ataque que incluísse a coordenação com outros países, especialmente o Paquistão, mas a CIA descartou a participação de seu aliado porque "qualquer esforço por trabalhar com os paquistaneses poderia ter posto em perigo a missão".
Outro plano, considerado pelos EUA, consistia em um bombardeio ou um ataque com mísseis, mas estas opções foram descartadas devido aos "efeitos colaterais", ou seja, baixas entre a população civil.
Panetta lembra que alguns especialistas estavam preocupados que a operação pudesse repetir os erros que levaram ao fracasso, em 1980, uma tentativa de resgate de reféns americanos no Irã, e outros que temiam uma repetição do ocorrido na Somália, em 1993, quando dois helicópteros americanos foram derrubados.
Panetta, entretanto, chegou à conclusão de que havia elementos suficientes para arriscar o início da missão, e na última quinta-feira (28) houve uma reunião "crucial" na qual o presidente dos EUA, Barack Obama, escutou os argumentos de seus assessores.
Confira também
EUA fecham embaixada no Paquistão
Obama assistiu ao vivo à operação
Caçadora de recompensas entregou líder
Paquistão confirma que desconhecia a operação
O governo do Paquistão negou nesta terça-feira (2) ter autorizado ou sido informado previamente sobre a operação feita pelas forças especiais dos EUA em Abbottabad, a 100 km da capital Islamabad, contra Bin Laden.
Em comunicado, o Ministério de Relações Exteriores do país manifestou reservas pela "forma que o governo dos Estados Unidos conduziu a operação".
Teste seu conhecimento sobre Osama bin Laden e veja as resposta aqui.
02/05/2011
Você sabe tudo sobre o terrorista Osama bin Laden?
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
Onde nasceu Osama bin Laden?
Riad, Arábia Saudita
Dammam, Arábia Saudita
Bahra, Arábia Saudita
Tabuk, Arábia Saudita
"Copyright Efe - Todos os direitos de reprodução e representação são reservados para a Agência Efe."
Leia mais notícias de Internacional
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Imagens
Veja os principais ataques da Al Qaeda
Veja os principais ataques da Al QaedaLíder de grupo terrorista, Osama bin Laden, foi morto no Paquistão
Guerra ao Terror
Veja a casa ondemorreu Bin Laden
Veja a casa onde
morreu Bin LadenTerrorista foi morto em uma mansão perto da capital do Paquistão
Bin Laden
Clima nos EUA é de Copa do Mundo
Clima nos EUA é
de Copa do MundoHomem mais procurado
do mundo foi morto
por tropas americanas
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EFE
Texto:
Casa Branca/AFPCasa Branca/AFP
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Os Estados Unidos não informaram o Paquistão sobre a operação que resultou na morte do líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, neste domingo (1º) porque podia pôr em risco a missão. A afirmação é do diretor da CIA (agência de inteligência americana), Leon Panetta, em uma entrevista à revista Time publicada nesta terça-feira (3).
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Segundo Panetta, os americanos temiam que os paquistaneses "pudessem alertar os alvos". Durante meses, os EUA consideraram um ataque que incluísse a coordenação com outros países, especialmente o Paquistão, mas a CIA descartou a participação de seu aliado porque "qualquer esforço por trabalhar com os paquistaneses poderia ter posto em perigo a missão".
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quarta-feira, 27 de abril de 2011
Hospitais dificultam busca por mãe de bebê abandonado, diz delegado
Titular do 39º DP conta que os funcionários alegaram sigilo do paciente.
Polícia procura dados da mãe do menino na Zona Norte de SP.
O delegado Pedro Luís de Souza, titular do 39º DP (Vila Gustavo), na Zona Norte de São Paulo, disse que está tendo dificuldades para localizar a mãe de um recém-nascido abandonado na capital porque alguns hospitais da região não autorizaram a entrada dos policiais para checar o banco de dados no setor da maternidade. Por isso, ele informou que vai encaminhar ainda nesta quarta-feira (27) um ofício à Justiça pedindo que tenha acesso rápido a essas informações. O recém-nascido, que o delegado estima ter 5 dias, foi deixado no quintal da casa de um porteiro, na noite desta terça (26). Ronaldo Ayres Gambale havia saído para ir à padaria e, quando voltou, encontrou o menino enrolado em um cobertor. Junto dele, havia uma bolsa com a inscrição "Mãe Paulistana", programa da Prefeitura que auxilia as gestantes.
“Alguns hospitais estão pedindo quatro ou cinco dias para passar as informações e outros se recusaram alegando quebra de sigilo com o paciente. Estou encaminhando um ofício ao juiz-corregedor da Polícia Civil para que ele interceda”, disse o delegado. “É uma coisa que poderia ser agilizada para nos ajudar a concluir as investigações.”
Souza contou que seus policiais foram barrados no Hospital Municipal Vereador José Storopoli e no Hospital Municipal Maternidade - Escola Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva (conhecido como Vila Nova Cachoeirinha). Os dois ficam na Zona Norte. Procurada, a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde ainda não se pronunciou.
Para o delegado, como “ninguém viu” quem deixou a criança, sua equipe está procurando pela mãe dela. Por isso, a primeira linha de investigação é rastrear os partos dos últimos cinco dias em oito hospitais da região. “Estamos procurando as fichas cadastrais das mães e vamos nas residências para ver se os bebês estão lá. É um trabalho grande, a não ser que surja uma denúncia (sobre o paradeiro da mãe do recém-nascido).”
O bebê está no Hospital São Luiz Gonzaga, no Jaçanã, na Zona Norte, passa bem e deve receber alta em dois dias.
“Alguns hospitais estão pedindo quatro ou cinco dias para passar as informações e outros se recusaram alegando quebra de sigilo com o paciente. Estou encaminhando um ofício ao juiz-corregedor da Polícia Civil para que ele interceda”, disse o delegado. “É uma coisa que poderia ser agilizada para nos ajudar a concluir as investigações.”
Souza contou que seus policiais foram barrados no Hospital Municipal Vereador José Storopoli e no Hospital Municipal Maternidade - Escola Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva (conhecido como Vila Nova Cachoeirinha). Os dois ficam na Zona Norte. Procurada, a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde ainda não se pronunciou.
Para o delegado, como “ninguém viu” quem deixou a criança, sua equipe está procurando pela mãe dela. Por isso, a primeira linha de investigação é rastrear os partos dos últimos cinco dias em oito hospitais da região. “Estamos procurando as fichas cadastrais das mães e vamos nas residências para ver se os bebês estão lá. É um trabalho grande, a não ser que surja uma denúncia (sobre o paradeiro da mãe do recém-nascido).”
O bebê está no Hospital São Luiz Gonzaga, no Jaçanã, na Zona Norte, passa bem e deve receber alta em dois dias.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
IPCA-15 de abril fica em 0,77%, ante 0,60% em março
RIO -
Com uma forte alta dos grupos Alimentação e Transportes, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) acelerou neste mês de abril, passando para 0,77%, após uma alta de 0,60% em março. O resultado, divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo AE Projeções, que esperavam inflação entre 0,64% e 0,86%, com mediana de 0,77%.
A taxa foi superior também à apurada em abril de 2010, quando o IPCA-15 subiu 0,48%. Com o resultado anunciado hoje, o IPCA-15 acumula taxas de inflação de 3,14% no ano e de 6,44% em 12 meses até abril.
Grupos
Os preços de alimentos e transportes foram os principais responsáveis pela aceleração da inflação medida em abril pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15).
A alta no grupo Alimentação e Bebidas passou de 0,46% para 0,79%, enquanto Transportes saiu de 1,11% para 1,45%. Os grupos foram responsáveis por 0,46 ponto porcentual da variação registrada pelo IPCA-15 no mês, sendo 0,27 ponto porcentual de Transportes e 0,19 ponto de Alimentos, o que significa 60% do índice.
No grupo Transporte, a principal alta foi verificada nos combustíveis, com elevação de 5,26% no mês. A gasolina passou de 0,76% para 4,28%, enquanto o etanol saiu de 4,68% para 16,40%. Também contribuíram as tarifas dos ônibus urbanos (de 0,83% para 0,62%) e intermunicipais (de 1,94% para 0,87%), embora tenham desacelerado em abril.
Na outra ponta, as passagens aéreas apresentaram queda de 9,39% contra uma alta de 29,16% em março. Os automóveis novos continuaram em queda, saindo de recuo de 0,29% para uma baixa de 0,39%.
Entre os Alimentos, contribuíram para a aceleração do grupo a cebola (de 3,67% para 22,56%), o leite pasteurizado (de -0,38% para 1,58%), a batata-inglesa (de 9,66% para 10,05%%), o feijão carioca (de -6,91% para 5,99%), os pescados (de 0,08% para 2,91%), ovo (de 4,22% para 4,43%), frango em pedaços (de 1,53% para 2,45%), e café moído (de 2,09% para 2,10%).
Com uma forte alta dos grupos Alimentação e Transportes, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) acelerou neste mês de abril, passando para 0,77%, após uma alta de 0,60% em março. O resultado, divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo AE Projeções, que esperavam inflação entre 0,64% e 0,86%, com mediana de 0,77%.
A taxa foi superior também à apurada em abril de 2010, quando o IPCA-15 subiu 0,48%. Com o resultado anunciado hoje, o IPCA-15 acumula taxas de inflação de 3,14% no ano e de 6,44% em 12 meses até abril.
Grupos
Os preços de alimentos e transportes foram os principais responsáveis pela aceleração da inflação medida em abril pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15).
A alta no grupo Alimentação e Bebidas passou de 0,46% para 0,79%, enquanto Transportes saiu de 1,11% para 1,45%. Os grupos foram responsáveis por 0,46 ponto porcentual da variação registrada pelo IPCA-15 no mês, sendo 0,27 ponto porcentual de Transportes e 0,19 ponto de Alimentos, o que significa 60% do índice.
No grupo Transporte, a principal alta foi verificada nos combustíveis, com elevação de 5,26% no mês. A gasolina passou de 0,76% para 4,28%, enquanto o etanol saiu de 4,68% para 16,40%. Também contribuíram as tarifas dos ônibus urbanos (de 0,83% para 0,62%) e intermunicipais (de 1,94% para 0,87%), embora tenham desacelerado em abril.
Na outra ponta, as passagens aéreas apresentaram queda de 9,39% contra uma alta de 29,16% em março. Os automóveis novos continuaram em queda, saindo de recuo de 0,29% para uma baixa de 0,39%.
Entre os Alimentos, contribuíram para a aceleração do grupo a cebola (de 3,67% para 22,56%), o leite pasteurizado (de -0,38% para 1,58%), a batata-inglesa (de 9,66% para 10,05%%), o feijão carioca (de -6,91% para 5,99%), os pescados (de 0,08% para 2,91%), ovo (de 4,22% para 4,43%), frango em pedaços (de 1,53% para 2,45%), e café moído (de 2,09% para 2,10%).
terça-feira, 19 de abril de 2011
ANAXIMENES
Anaxímenes de Mileto (588-524 a.C.) concordava com Anaximandro de Mileto quanto ao a-peiron, e com as características desse princípio apontadas por Anaximandro. Mas postulou que esse a-peiron fosse o Ar.
Foi discípulo e continuador da escola Jônica e escreveu sua obra: “Sobre a natureza”, também em prosa. Dedicou-se especialmente à meteorologia. Foi o primeiro a afirmar que a luz da Lua é proveniente do Sol.
Enquanto Tales sustentava a ideia de que a água é o bloco fundamental de toda a matéria, Anaxímenes dizia que tudo provém do Ar e retorna ao Ar. Era inquieto.
A Terra, acreditava Anaxímenes, foi formada primeiro, e dela, ergueram-se as estrelas, dando a impressão de que estas são rarefações do fogo. A Terra era plana e boiava no Ar. O Sol também era “plano e largo como uma folha” e caminhava através do Ar.
De acordo com uma passagem isolada escrita pelo teólogo sírio Aécio, Anaxímenes pensava que as estrelas eram fixas como “pregos no cristalino”. Ele também alegadamente acreditava que as estrelas não produziam calor por causa de sua grande distância em relação à Terra, o que era uma visão mais acurada do que a de Anaximandro, que considerava as estrelas mais próximas da Terra do que o Sol.
A presunção feita por Anaxímenes de que o Ar estava eternamente em movimento, traz ao pensamento a noção de que o Ar possuía vida – uma crença razoável no contexto primitivo que sempre associou vida com sopro. Há evidências de que Anaxímenes fez analogias entre o Ar-divino que sustenta o Universo e o ar-humano, ou alma, que dá vida aos homens. Sobre isto, Aécio escreve: “Como nossa alma, que é ar, soberanamente nos mantém unidos, assim também todo o cosmo sopro e ar o mantém”.
Tal comparação, entre o macrocosmo e o microcosmo, permitiu a Anaxímenes desenvolver o argumento sobre a existência de uma única entidade – o Ar – a sustentar a diversidade de todas as coisas.
"A variação quantitativa de tensão da realidade originária dá origem a todas as coisas" é uma forma de se dizer que todas as coisas são diferentes "formas" de Ar original. Isso é muito semelhante à teoria das supercordas, que diz que os quarks (partículas que formam todas as outras, inclusive elétrons, prótons e nêutrons) são como que vibrações de energia: as diferentes partículas seriam mais ou menos como frequências diferentes da vibração da energia (mais ou menos como as notas musicais são vibrações diferentes de um fio; a quarta corda do violão, se tocada enquanto se aperta na primeira casa, faz um dó, na segunda casa, um ré, e assim sucessivamente, porque quanto mais próxima a casa estiver do corpo do violão, maior vai ser a frequência da vibração da corda).
Se a teoria das supercordas estiver certa, Anaxímenes também estava. Pois, se chamarmos o Ar de energia, e sabendo que "quente" e "frio" são estados produzidos pela vibração dos elétrons (quanto mais os elétrons vibram, mais quente a coisa que eles compõem está), ele descreveu a teoria há muito tempo, utilizando expressões e imagens diferentes, como em uma analogia. (Para um estudo e análise mais detalhada sobre Anaxímenes cf. SPINELLI, Miguel. Filósofos Pré-Socráticos. Primeiros mestres da filosofia e da ciência grega. Porto Alegre: Edipucrs, 2ªed., 2003). Nao podemos confudir Anaximenes com Anaxagoras,são dois filosofos diferentes,com
Foi discípulo e continuador da escola Jônica e escreveu sua obra: “Sobre a natureza”, também em prosa. Dedicou-se especialmente à meteorologia. Foi o primeiro a afirmar que a luz da Lua é proveniente do Sol.
Enquanto Tales sustentava a ideia de que a água é o bloco fundamental de toda a matéria, Anaxímenes dizia que tudo provém do Ar e retorna ao Ar. Era inquieto.
- Adágio de Anaxímenes: "Exatamente como a nossa alma, o ar mantém-nos juntos, de forma que o sopro e o ar abraçam o mundo inteiro…"
[editar] A Cosmologia de Anaxímenes
Simplício em seu livro Física nos conta: “Anaxímenes de Mileto, filho de Eurístrates, companheiro de Anaximandro, afirma também que uma só é a natureza subjacente, e diz, como aquele, que é ilimitada, não porém indefinida, como aquele (diz), mas definida, dizendo que ela é Ar. Diferencia-se nas substâncias, por rarefação e condensação. Rarefazendo-se, torna-se fogo; condensando-se, vento, depois, nuvem, e ainda mais, água, depois terra, depois pedras, e as demais coisas provêm destas. Também ele faz eterno o movimento pelo qual se dá a transformação.”A Terra, acreditava Anaxímenes, foi formada primeiro, e dela, ergueram-se as estrelas, dando a impressão de que estas são rarefações do fogo. A Terra era plana e boiava no Ar. O Sol também era “plano e largo como uma folha” e caminhava através do Ar.
De acordo com uma passagem isolada escrita pelo teólogo sírio Aécio, Anaxímenes pensava que as estrelas eram fixas como “pregos no cristalino”. Ele também alegadamente acreditava que as estrelas não produziam calor por causa de sua grande distância em relação à Terra, o que era uma visão mais acurada do que a de Anaximandro, que considerava as estrelas mais próximas da Terra do que o Sol.
A presunção feita por Anaxímenes de que o Ar estava eternamente em movimento, traz ao pensamento a noção de que o Ar possuía vida – uma crença razoável no contexto primitivo que sempre associou vida com sopro. Há evidências de que Anaxímenes fez analogias entre o Ar-divino que sustenta o Universo e o ar-humano, ou alma, que dá vida aos homens. Sobre isto, Aécio escreve: “Como nossa alma, que é ar, soberanamente nos mantém unidos, assim também todo o cosmo sopro e ar o mantém”.
Tal comparação, entre o macrocosmo e o microcosmo, permitiu a Anaxímenes desenvolver o argumento sobre a existência de uma única entidade – o Ar – a sustentar a diversidade de todas as coisas.
[editar] Anaxímenes e a Física Moderna
Anaxímenes diz que as coisas sólidas são ar condensado e que as mais rarefeitas são ar mais rarefeito (assim como a água para Tales, o ar deveria ser meramente uma metáfora do Ar, para Anaxímenes). E dá como exemplo o ar que sai da boca: se assopramos com os lábios mais apertados (fazendo beiço) o ar sai frio, e se "assopramos" com a boca aberta, sai quente."A variação quantitativa de tensão da realidade originária dá origem a todas as coisas" é uma forma de se dizer que todas as coisas são diferentes "formas" de Ar original. Isso é muito semelhante à teoria das supercordas, que diz que os quarks (partículas que formam todas as outras, inclusive elétrons, prótons e nêutrons) são como que vibrações de energia: as diferentes partículas seriam mais ou menos como frequências diferentes da vibração da energia (mais ou menos como as notas musicais são vibrações diferentes de um fio; a quarta corda do violão, se tocada enquanto se aperta na primeira casa, faz um dó, na segunda casa, um ré, e assim sucessivamente, porque quanto mais próxima a casa estiver do corpo do violão, maior vai ser a frequência da vibração da corda).
Se a teoria das supercordas estiver certa, Anaxímenes também estava. Pois, se chamarmos o Ar de energia, e sabendo que "quente" e "frio" são estados produzidos pela vibração dos elétrons (quanto mais os elétrons vibram, mais quente a coisa que eles compõem está), ele descreveu a teoria há muito tempo, utilizando expressões e imagens diferentes, como em uma analogia. (Para um estudo e análise mais detalhada sobre Anaxímenes cf. SPINELLI, Miguel. Filósofos Pré-Socráticos. Primeiros mestres da filosofia e da ciência grega. Porto Alegre: Edipucrs, 2ªed., 2003). Nao podemos confudir Anaximenes com Anaxagoras,são dois filosofos diferentes,com
Anaxímenes, cujo apogeu se deu entre 546 e 525 a.C., mas novo que Anaximandro em uma geração, foi o último do trio de cosmologistas milésios, e de vários modos ele é mais próximo de Tales que Anaximandro, mas seria um erro considerar que com ele a ciência teria regredido em vez de avançar. À semelhança de Tales, Anaxímenes pensava que a Terra deveria repousar sobre algo, mas ele sugeriu o ar, e não a água, como seu colchão. A Terra é plana, e planos são também os copos celestes. Estes, em vez de circularem abaixo e acima de nós durante o período de um dia, circulam horizontalmente em torno de nós, como um capacete girando em torno de uma cabeça (KRS 151-6). O nascer e o pôr dos corpos celestes é aparentemente explicado pelo ângulo formado com a Terra plana. Quando ao princípio de tudo, Anaxímenes considerava a matéria infinita um conceito muito vago e optou, à semelhança de Tales, por considerar fundamental apenas um dos elementos existentes, e de novo escolheu o ar em vez da água.
Em seu estado estável o ar é invisível, mas quando é movido e condensado ele primeiro se torna vento, em seguida nuvem, depois água e, finalmente, a água condensada se torna lama e pedra. O ar rarefeito torna-se fogo, completando assim a escala dos elementos. Desse modo, a rarefação e a condensação podem conjurar tudo a partir do ar existente (KRS 140-1). Para sustentar essa afirmação, Anaxímenes apelou para a experiência, na verdade para um experimento – um experimento que o leitor pode facilmente realizar por si mesmo. Sopre em sua mão, primeiro com seus lábios cerrados, depois com a boca aberta: da primeira vez o ar será sentido frio, da segunda será quente. Isso, argumentou Anaxímenes, demonstra a conexão entre a densidade e a temperatura.
O experimento e a percepção de que mudanças de qualidade estão relacionadas a mudança de quantidade definem Anaxímenes como um cientista em potencial. Somente em potencial, no entanto, pois ele não tem os meios para medir as quantidades que invoca, ele não concebe equações que as relacionem, e seu princípio fundamental contém propriedades míticas e religiosas. O ar é divino, e gera divindades a partir de si (KRS 144-6); o ar é nossa alma e é o que mantém nossos corpos unidos (KRS 160).
Os milésios não são portanto físicos de fato, mas também não são construtores de mitos. Eles não abandonaram os mitos, mas estnao se distanciando deles. Ainda não são verdadeiramente filósofos, a não ser que por “filosofia” se queira dizer apenas ciência em sua infância. Eles fazem pouco uso da análise conceitual e do argumento a priori, que tem sido a ferramenta dos filósofos desde Platão até o presente. Eles são especuladores, e em suas especulações se misturam elementos de filosofia, ciência e religião em uma rica e borbulhante poção.
ANAXIMANDRO
Anaximandro (em grego: Ἀναξίμανδρος; 610 - 547 a.C.) foi um geógrafo, matemático, astrônomo, político e filósofo pré-Socrático; discípulo de Tales. Os relatos doxográficos nos dão conta de que escreveu um livro intitulado "Sobre a Natureza"; contudo, essa obra se perdeu.
Atribui-se a Anaximandro a confecção de um mapa do mundo habitado, a introdução na Grécia do uso do Gnômon (relógio solar) e a medição das distâncias entre as estrelas e o cálculo de sua magnitude (é o iniciador da astronomia grega).
Anaximandro acreditava que o princípio de tudo são coisas chamadas apéiron e arché, que apéiron é algo que não tenha vida, e arché que tenha vida, tanto no sentido quantitativo (externa e espacialmente), quanto no sentido qualitativo (internamente). Esse a-peiron é algo insurgido (não surgiu nunca, embora exista) e imortal.
Além de definir o princípio, Anaximandro se preocupa com os "comos e porquês" das coisas todas que saem do princípio.
Ele diz que o mundo é constituído de contrários, que se auto-excluem o tempo todo. O tempo é o "juiz" que permite que ora exista um, ora outro.
Por isso, o mundo surge de duas grandes injustiças: primeiro, da cisão dos opostos que "fere" a unidade do princípio; segundo, da luta entre os princípios onde sempre um deles quer tomar o lugar do outro para poder existir.
O Sol era um furo, numa dessas rodas cósmicas, que deixava o fogo escapar. À medida que essa roda girava, o Sol também girava, explicando-se assim o movimento do Sol em torno da Terra. Eclipses se deviam ao bloqueio total ou parcial desse furo.
A mesma explicação era dada para as fases da Lua, que também era um furo em outra roda cósmica. E finalmente, as estrelas eram pequenos furos em uma terceira roda cósmica, que se situava mais perto da Terra, do que as rodas do Sol e da Lua.
"Anaximandro,…, representa a passagem da simples designação de uma substância como princípio da natureza para uma idéia desta, mais aguda e profunda, que já aponta para os traços que irão caracterizá-la em toda a filosofia pré-socrática." (Julian Marías, 'História da Filosofia', Martins Fontes, 1ª edição, 2004, pg.17). -
Para Anaximandro, o Universo era eterno e infinito. Um número infinito de mundos existiram antes do nosso. Após sua existência, eles se dissolveram na matéria primordial (o a-peiron) e posteriormente outros mundos tornaram a nascer.
Anaximandro, contudo, não acreditava em nenhum deus, para ele todos os ciclos de criação, evolução e destruição eram fenômenos naturais, que ocorriam a partir do ponto em que a matéria abandonava e se separava do a-peiron. O a-peiron era a realidade primordial e final de todas as coisas e, consequentemente, continha toda a natureza do divino em si próprio.
Tudo o que existe, somente existe em função de uma emancipação do ser eterno e portanto ao se separar deste, é digno de castigo.
"De onde as coisas têm seu nascimento, ali também devem ir ao fundo. Segundo a necessidade, pois têm de pagar penitência e de ser julgadas por suas injustiças, conforme a ordem do Tempo."
Tudo o que nasce, um dia vai morrer. Tudo o que é quente, um dia vai esfriar. Tudo o que é grande, pode ser quebrado em pedaços menores. Fogo pode ser combatido com água, e como resultado, fogo e água deixam de existir.
Assim, Anaximandro conclui que a essência de todas as coisas não pode possuir essas propriedades determinadas que sucumbem ao longo do Tempo. Daí, seu conceito de a-peiron, ser algo ilimitado, infinito, indefinido e eterno.
Atribui-se a Anaximandro a confecção de um mapa do mundo habitado, a introdução na Grécia do uso do Gnômon (relógio solar) e a medição das distâncias entre as estrelas e o cálculo de sua magnitude (é o iniciador da astronomia grega).
Anaximandro acreditava que o princípio de tudo são coisas chamadas apéiron e arché, que apéiron é algo que não tenha vida, e arché que tenha vida, tanto no sentido quantitativo (externa e espacialmente), quanto no sentido qualitativo (internamente). Esse a-peiron é algo insurgido (não surgiu nunca, embora exista) e imortal.
Além de definir o princípio, Anaximandro se preocupa com os "comos e porquês" das coisas todas que saem do princípio.
Ele diz que o mundo é constituído de contrários, que se auto-excluem o tempo todo. O tempo é o "juiz" que permite que ora exista um, ora outro.
Por isso, o mundo surge de duas grandes injustiças: primeiro, da cisão dos opostos que "fere" a unidade do princípio; segundo, da luta entre os princípios onde sempre um deles quer tomar o lugar do outro para poder existir.
Índice[esconder] |
[editar] O Universo de Anaximandro
Anaximandro considerava que a Terra tinha o formato de um cilindro e que era circundada por várias rodas cósmicas, imensas e cheias de fogo.O Sol era um furo, numa dessas rodas cósmicas, que deixava o fogo escapar. À medida que essa roda girava, o Sol também girava, explicando-se assim o movimento do Sol em torno da Terra. Eclipses se deviam ao bloqueio total ou parcial desse furo.
A mesma explicação era dada para as fases da Lua, que também era um furo em outra roda cósmica. E finalmente, as estrelas eram pequenos furos em uma terceira roda cósmica, que se situava mais perto da Terra, do que as rodas do Sol e da Lua.
"Anaximandro,…, representa a passagem da simples designação de uma substância como princípio da natureza para uma idéia desta, mais aguda e profunda, que já aponta para os traços que irão caracterizá-la em toda a filosofia pré-socrática." (Julian Marías, 'História da Filosofia', Martins Fontes, 1ª edição, 2004, pg.17). -
[editar] O Evolucionismo de Anaximandro
Já em seu tempo, Anaximandro ensinava a evolução das coisas e das espécies. Para ele, os animais nasceram do lodo marinho, e o homem teria se formado, no princípio, dentro de peixes, onde se desenvolveu e donde foi expulso logo que se tornou de tamanho suficiente para bastar-se a si próprio.[editar] A Cosmologia de Anaximandro
Em seu livro - Física, o pensador Simplício nos relata: "Dentre os que afirmam que há um só princípio, móvel e ilimitado, Anaximandro, filho de Praxíades, de Mileto, sucessor e discípulo de Tales, disse que o a-peiron (ilimitado) era o princípio e o elemento das coisas existentes. Foi o primeiro a introduzir o termo princípio. Diz que este não é a água nem algum dos chamados elementos, mas alguma natureza diferente, ilimitada, e dela nascem os céus e os mundos neles contidos (…) É manifesto que, observando a transformação recíproca dos quatro elementos, não achou apropriado fixar um destes como substrato, mas algo diferente, fora estes. Não atribui então a geração ao elemento em mudança, mas à separação dos contrários por causa do eterno movimento."Para Anaximandro, o Universo era eterno e infinito. Um número infinito de mundos existiram antes do nosso. Após sua existência, eles se dissolveram na matéria primordial (o a-peiron) e posteriormente outros mundos tornaram a nascer.
Anaximandro, contudo, não acreditava em nenhum deus, para ele todos os ciclos de criação, evolução e destruição eram fenômenos naturais, que ocorriam a partir do ponto em que a matéria abandonava e se separava do a-peiron. O a-peiron era a realidade primordial e final de todas as coisas e, consequentemente, continha toda a natureza do divino em si próprio.
Tudo o que existe, somente existe em função de uma emancipação do ser eterno e portanto ao se separar deste, é digno de castigo.
"De onde as coisas têm seu nascimento, ali também devem ir ao fundo. Segundo a necessidade, pois têm de pagar penitência e de ser julgadas por suas injustiças, conforme a ordem do Tempo."
Tudo o que nasce, um dia vai morrer. Tudo o que é quente, um dia vai esfriar. Tudo o que é grande, pode ser quebrado em pedaços menores. Fogo pode ser combatido com água, e como resultado, fogo e água deixam de existir.
Assim, Anaximandro conclui que a essência de todas as coisas não pode possuir essas propriedades determinadas que sucumbem ao longo do Tempo. Daí, seu conceito de a-peiron, ser algo ilimitado, infinito, indefinido e eterno.
[editar] Anaximandro e a Física moderna
Algumas de suas idéias são muito semelhantes a opiniões e teorias da Física atual:- sua idéia de um mundo que sustenta-se por um equilíbrio de forças é muito semelhante à gravidade e à força centrípeta, forças que mantêm a Terra girando em torno do Sol;
- sua idéia de que a ação do Sol faz surgirem as criaturas de estrutura simples na água, que depois migram para a terra e adquirem estrutura mais complexa se parece com a teoria da evolução das espécies;
- sua idéia dos opostos se parece com a teoria de que o vácuo produz partículas (se supõe que, logo depois do Big-Bang, o vácuo tenha produzido pares de partículas e anti-partículas que se exterminavam ao se encontrarem, pois o espaço ainda era muito pequeno e os pares sempre se encontravam); as únicas diferenças entre as teorias são que, para Anaximandro, os pares eram de coisas com propriedades determinadas como frio e calor, e para a Física, aqueles pares eram algo como energia concentrada;
- para Anaximandro, os contrários revezam-se no tempo, e para os cientistas, os pares se auto-exterminavam - pois eram como +1 (matéria) e -1 (anti-matéria) e, ao se encontrarem, precisavam "saldar" sua dívida de energia.
QUAL É A ORIGEM DE TUDO?
Segundo a tradição clássica da filosofia ocidental, o primeiro teórico a formular um pensamento mais sistemático fundado em bases racionais foi o grego Tales (cerca de 625 a.C. – 558 a.C.). Sendo o fundador dessa nova forma de pensar, ele é considerado o primeiro filósofo de que se tem notícia, inaugurando a linhagem filosófica dos pré-socráticos (filósofos que vieram antes de Sócrates).
Nascido na cidade de Mileto, uma colônia grega na região da Jônia (atual Turquia), Tales foi matemático, astrônomo e negociante. Herdeiro de conhecimentos ainda mais antigos — como a matemática egípcia e a astronomia babilônica — Tales era tido em sua cidade como um sábio, mas também como um homem prático: conta-se que, utilizando suas habilidades, soube prosperar como um hábil mercador.
O que sabemos sobre as ideias deste filósofo resulta de comentários feitos pelos pensadores gregos que o sucederam, pois não há preservados registros escritos de sua autoria. As principais referências que temos a seu respeito vêm do filósofo Aristóteles.
Tales inaugurou na filosofia a corrente dos pensadores “físicos”: filósofos que buscavam entender e explicar a origem da physis — palavra grega traduzida como natureza, mas cujo significado engloba também a ideia de origem, movimento e transformação de todas as coisas.
Segundo Tales, a origem de todas as coisas estava no elemento água: quando densa, transformaria-se em terra; quando aquecida, viraria vapor que, ao se resfriar, retornaria ao estado líquido, garantindo assim a continuidade do ciclo. Neste eterno movimento, aos poucos novas formas de vida e evolução iriam se desenvolvendo, originando todas as coisas existentes.
Lançando um olhar crítico, tornam-se evidentes as brechas neste raciocínio. Por exemplo, o que dá início a este movimento e o que o mantém? Como um único elemento, a água, poderia se transformar em outra coisa?
Essas falhas, que aos olhos científicos de hoje são evidentes, eram vistas de outra forma na época. Vale lembrar que no momento em que as ideias de Tales foram criadas, os pensamentos racional e filosófico ainda eram bastante povoados por elementos mágicos e mitológicos. Portanto, para um grego antigo, a ideia de que uma coisa simples como a água pudesse se transformar em outra coisa não era absurda.
O grande mérito de Tales, na verdade, não foi a sua explicação aquática da realidade: foi o fato de que, pela primeira vez na história, o homem buscava uma explicação totalmente racional para o seu mundo, deixando de lado a interferência dos deuses.
Tales pode ser tido também como o pai da filosofia unitarista — que busca a explicação de todas as coisas a partir de um único princípio (no caso dele, a água) — e que teria seu maior expoente na figura de Heráclito de Éfeso.
Tales pode ser tido também como o pai da filosofia unitarista — que busca a explicação de todas as coisas a partir de um único princípio (no caso dele, a água) — e que teria seu maior expoente na figura de Heráclito de Éfeso.
A partir de sua teoria, diversos filósofos pré-socráticos buscaram seus próprios caminhos para explicar a physis. Tales, complementado por Anaximandro e Anaxímenes, formaram o trio da chamada Escola de Mileto e ficaram conhecidos como os physiologoi (estudiosos da physis). Era o início da filosofia e do esforço humano em compreender o espetáculo da existência a partir da racionalidade.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
A PÁSCOA E SEUS SÍMBOLOS
O nome páscoa surgiu a partir da palavra hebraica "pessach" ("passagem"), que para os hebreus significava o fim da escravidão e o início da libertação do povo judeu (marcado pela travessia do Mar Vermelho, que se tinha aberto para "abrir passagem" aos filhos de Israel que Moisés ia conduzir para a Terra Prometida).
Ainda hoje a família judaica se reúne para o "Seder", um jantar especial que é feito em família e dura oito dias. Além do jantar há leituras nas sinagogas.
Para os cristãos, a Páscoa é a passagem de Jesus Cristo da morte para a vida: a Ressurreição. A passagem de Deus entre nós e a nossa passagem para Deus. É considerada a festa das festas, a solenidade das solenidades, e não se celebra dignamente senão na alegria [2] .
Em tempos antigos, no hemisfério norte, a celebração da páscoa era marcada com o fim do inverno e o início da primavera. Tempo em que animais e plantas aparecem novamente. Os pastores e camponeses presenteavam-se uns aos outros com ovos.
De todos os símbolos, o ovo de páscoa é o mais esperado pelas crianças.
Nas culturas pagãs, o ovo trazia a idéia de começo de vida. Os povos costumavam presentear os amigos com ovos, desejando-lhes boa sorte. Os chineses já costumavam distribuir ovos coloridos entre amigos, na primavera, como referência à renovação da vida.
Existem muitas lendas sobre os ovos. A mais conhecida é a dos persas: eles acreditavam que a terra havia caído de um ovo gigante e, por este motivo, os ovos tornaram-se sagrados.
Os cristãos primitivos do oriente foram os primeiros a dar ovos coloridos na Páscoa simbolizando a ressurreição, o nascimento para uma nova vida. Nos países da Europa costumava-se escrever mensagens e datas nos ovos e doá-los aos amigos. Em outros, como na Alemanha, o costume era presentear as crianças. Na Armênia decoravam ovos ocos com figuras de Jesus, Nossa Senhora e outras figuras religiosas.
Pintar ovos com cores da primavera, para celebrar a páscoa, foi adotado pelos cristãos, nos século XVIII. A igreja doava aos fiéis os ovos bentos.
A substituição dos ovos cozidos e pintados por ovos de chocolate, pode ser justificada pela proibição do consumo de carne animal, por alguns cristãos, no período da quaresma.
A versão mais aceita é a de que o surgimento da indústria do chocolate, em 1830, na Inglaterra, fez o consumo de ovos de chocolate aumentar.
O coelho é um mamífero roedor que passa boa parte do tempo comendo. Ele tem pêlo bem fofinho e se alimenta de cenouras e vegetais. O coelho precisa mastigar bem os alimentos, para evitar que seus dentes cresçam sem parar.
Por sua grande fecundidade, o coelho tornou-se o símbolo mais popular da Páscoa. É que ele simboliza a Igreja que, pelo poder de cristo, é fecunda em sua missão de propagar a palavra de Deus a todos os povos.
O cordeiro é o símbolo mais antigo da Páscoa, é o símbolo da aliança feita entre deus e o povo judeu na páscoa da antiga lei. No Antigo Testamento, a Páscoa era celebrada com os pães ázimos (sem fermento) e com o sacrifício de um cordeiro como recordação do grande feito de Deus em prol de seu povo: a libertação da escravidão do Egito. Assim o povo de Israel celebrava a libertação e a aliança de Deus com seu povo.
Moisés, escolhido por Deus para libertar o povo judeu da escravidão dos faraós, comemorou a passagem para a liberdade, imolando um cordeiro.
Para os cristãos, o cordeiro é o próprio Jesus, Cordeiro de Deus, que foi sacrificado na cruz pelos nossos pecados, e cujo sangue nos redimiu: "morrendo, destruiu nossa morte, e ressuscitando, restituiu-nos a vida". É a nova Aliança de Deus realizada por Seu Filho, agora não só com um povo, mas com todos os povos.
É uma grande vela que se acende na igreja, no sábado de aleluia. Significa que "Cristo é a luz dos povos".
Nesta vela, estão gravadas as letras do alfabeto grego"alfa" e "ômega", que quer dizer: Deus é princípio e fim. Os algarismos do ano também são gravados no Círio Pascal.
O Círio Pascal simboliza o Cristo que ressurgiu das trevas para iluminar o nosso caminho.
O girassol é uma flor de cor amarela, formada por muitas pétalas, de tamanho geralmente grande. Tem esse nome porque está sempre voltado para o sol.
O girassol, como símbolo da páscoa, representa a busca da luz que é Cristo Jesus e, assim como ele segue o astrorei, os cristãos buscam em Cristo o caminho, a verdade e a vida.
O pão e o vinho, sobretudo na antiguidade, foram a comida e bebida mais comum para muitos povos. Cristo ao instituir a Eucaristia se serviu dos alimentos mais comuns para simbolizar sua presença constante entre e nas pessoas de boa vontade. Assim, o pão e o vinho simbolizam essa aliança eterna do Criador com a sua criatura e sua presença no meio de nós.
Jesus já sabia que seria perseguido, preso e pregado numa cruz. Então, combinou com dois de seus amigos (discípulos), para prepararem a festa da páscoa num lugar seguro.
Quando tudo estava pronto, Jesus e os outros discípulos chegaram para juntos celebrarem a ceia da páscoa. Esta foi a Última Ceia de Jesus.
A instituição da Eucaristia foi feita por Jesus na Última Ceia, quando ofereceu o pão e o vinho aos seus discípulos dizendo: "Tomai e comei, este é o meu corpo... Este é o meu sangue...". O Senhor "instituiu o sacrifício eucarístico do seu Corpo e do seu Sangue para perpetuar assim o Sacrifício da Cruz ao longo dos séculos, até que volte, confiando deste modo à sua amada Esposa, a Igreja, o memorial da sua morte e ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal, em que se come Cristo, em que a alma se cumula de graça e nos é dado um penhor da glória futura" [3].
A páscoa judaica lembra a passagem dos judeus pelo mar vermelho, em busca da liberdade.
Hoje, comemoramos a páscoa lembrando a jornada de Jesus: vida, morte e ressurreição.
O bolo em forma de "pomba da paz" significa a vinda do Espírito Santo. Diz a lenda que a tradição surgiu na vila de Pavia (norte da Itália), onde um confeiteiro teria presenteado o rei lombardo Albuíno com a guloseima. O soberano, por sua vez, teria poupado a cidade de uma cruel invasão graças ao agrado.
Muitas igrejas possuem sinos que ficam suspensos em torres e tocam para anunciar as celebrações.
O sino é um símbolo da páscoa. No domingo de páscoa, tocando festivo, os sinos anunciam com alegria a celebração da ressurreição de cristo.
Os 40 dias que precedem a Semana Santa são dedicados à preparação para a celebração. Na tradição judaica, havia 40 dias de resguardo do corpo em relação aos excessos, para rememorar os 40 anos passados no deserto.
Na antiguidade os lutadores e guerreiros se untavam com óleos, pois acreditavam que essas substâncias lhes davam forças. Para nós cristãos, os óleos simbolizam o Espírito Santo, aquele que nos dá força e energia para vivermos o evangelho de Jesus Cristo.
Ainda hoje a família judaica se reúne para o "Seder", um jantar especial que é feito em família e dura oito dias. Além do jantar há leituras nas sinagogas.
Para os cristãos, a Páscoa é a passagem de Jesus Cristo da morte para a vida: a Ressurreição. A passagem de Deus entre nós e a nossa passagem para Deus. É considerada a festa das festas, a solenidade das solenidades, e não se celebra dignamente senão na alegria [2] .
Em tempos antigos, no hemisfério norte, a celebração da páscoa era marcada com o fim do inverno e o início da primavera. Tempo em que animais e plantas aparecem novamente. Os pastores e camponeses presenteavam-se uns aos outros com ovos.
| OVOS DE PÁSCOA |
Nas culturas pagãs, o ovo trazia a idéia de começo de vida. Os povos costumavam presentear os amigos com ovos, desejando-lhes boa sorte. Os chineses já costumavam distribuir ovos coloridos entre amigos, na primavera, como referência à renovação da vida.
Existem muitas lendas sobre os ovos. A mais conhecida é a dos persas: eles acreditavam que a terra havia caído de um ovo gigante e, por este motivo, os ovos tornaram-se sagrados.
Os cristãos primitivos do oriente foram os primeiros a dar ovos coloridos na Páscoa simbolizando a ressurreição, o nascimento para uma nova vida. Nos países da Europa costumava-se escrever mensagens e datas nos ovos e doá-los aos amigos. Em outros, como na Alemanha, o costume era presentear as crianças. Na Armênia decoravam ovos ocos com figuras de Jesus, Nossa Senhora e outras figuras religiosas.
Pintar ovos com cores da primavera, para celebrar a páscoa, foi adotado pelos cristãos, nos século XVIII. A igreja doava aos fiéis os ovos bentos.
A substituição dos ovos cozidos e pintados por ovos de chocolate, pode ser justificada pela proibição do consumo de carne animal, por alguns cristãos, no período da quaresma.
A versão mais aceita é a de que o surgimento da indústria do chocolate, em 1830, na Inglaterra, fez o consumo de ovos de chocolate aumentar.
| COELHO |
Por sua grande fecundidade, o coelho tornou-se o símbolo mais popular da Páscoa. É que ele simboliza a Igreja que, pelo poder de cristo, é fecunda em sua missão de propagar a palavra de Deus a todos os povos.
| CORDEIRO |
Moisés, escolhido por Deus para libertar o povo judeu da escravidão dos faraós, comemorou a passagem para a liberdade, imolando um cordeiro.
Para os cristãos, o cordeiro é o próprio Jesus, Cordeiro de Deus, que foi sacrificado na cruz pelos nossos pecados, e cujo sangue nos redimiu: "morrendo, destruiu nossa morte, e ressuscitando, restituiu-nos a vida". É a nova Aliança de Deus realizada por Seu Filho, agora não só com um povo, mas com todos os povos.
| CÍRIO PASCAL |
Nesta vela, estão gravadas as letras do alfabeto grego"alfa" e "ômega", que quer dizer: Deus é princípio e fim. Os algarismos do ano também são gravados no Círio Pascal.
O Círio Pascal simboliza o Cristo que ressurgiu das trevas para iluminar o nosso caminho.
| GIRASSOL |
O girassol, como símbolo da páscoa, representa a busca da luz que é Cristo Jesus e, assim como ele segue o astrorei, os cristãos buscam em Cristo o caminho, a verdade e a vida.
| PÃO E VINHO |
Jesus já sabia que seria perseguido, preso e pregado numa cruz. Então, combinou com dois de seus amigos (discípulos), para prepararem a festa da páscoa num lugar seguro.
Quando tudo estava pronto, Jesus e os outros discípulos chegaram para juntos celebrarem a ceia da páscoa. Esta foi a Última Ceia de Jesus.
A instituição da Eucaristia foi feita por Jesus na Última Ceia, quando ofereceu o pão e o vinho aos seus discípulos dizendo: "Tomai e comei, este é o meu corpo... Este é o meu sangue...". O Senhor "instituiu o sacrifício eucarístico do seu Corpo e do seu Sangue para perpetuar assim o Sacrifício da Cruz ao longo dos séculos, até que volte, confiando deste modo à sua amada Esposa, a Igreja, o memorial da sua morte e ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal, em que se come Cristo, em que a alma se cumula de graça e nos é dado um penhor da glória futura" [3].
A páscoa judaica lembra a passagem dos judeus pelo mar vermelho, em busca da liberdade.
Hoje, comemoramos a páscoa lembrando a jornada de Jesus: vida, morte e ressurreição.
| Colomba Pascal |
| SINO |
O sino é um símbolo da páscoa. No domingo de páscoa, tocando festivo, os sinos anunciam com alegria a celebração da ressurreição de cristo.
| Quaresma |
Os 40 dias que precedem a Semana Santa são dedicados à preparação para a celebração. Na tradição judaica, havia 40 dias de resguardo do corpo em relação aos excessos, para rememorar os 40 anos passados no deserto.
| Óleos Santos |
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| A GRANDE CEIA |
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Mais de dois mil vão a enterros de vítimas do atirador; Rio custeia gastos
RIO - A Prefeitura do Rio está custeando sete dos 12 funerais das vítimas do ataque à Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste. De acordo com a administração do Cemitério do Murundu, em Padre Miguel, duas mil pessoas compareceram durante todo o dia aos quatro sepultamentos das crianças mortas. Além disso, outras seis vítimas foram enterradas em mais dois cemitérios.

Segundo a subsecretária de Assistência Social, Fátima Nascimento, foi oferecida ajuda a todas as famílias, mas cinco preferiram arcar com os custos. Fátima disse que existem famílias muito carentes como a de Igor Moraes da Silva, de 13 anos, cuja mãe Inês Moraes é catadora de papel. Ela esteve no Instituto Médico Legal (IML) para liberar o corpo do filho e precisou ser amparada pelas assistentes sociais da prefeitura depois de ver o menino. Inês saiu do IML sem dar entrevista, pois estava muito abalada.
Veja também:
Milena Santos do Nascimento, de 14 anos, foi a quarta vítima do atirador a enterrada em Murundu, por volta das 15h. A adolescente foi sepultada sob aplausos de cerca de 200 parentes e amigos. Mais cedo, Bianca Rocha Tavares, Larissa dos Santos Atanásio e Mariana Rocha de Sousa, todas de 13 anos, foram enterradas no mesmo cemitério.
A mãe de Mariana, bastante emocionada, gritava que não conseguiria sobreviver sem a filha. Logo depois, ela passou mal e foi hospitalizada. Pessoas que acompanhavam o sepultamento aplaudiram quando o corpo foi enterrado. Ao todo, 142 pessoas foram atendidas pelos médicos da equipe do Programa Saúde da Família, das quais 13 foram removidas para clínicas e hospitais. A tia-avó da estudante Bianca sofreu um enfarte e foi levada para o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo. De acordo com os médicos, a maioria dos atendimentos está relacionada a picos de pressão.
No Cemitério da Saudade, em Sulacap, também na zona oeste, outras quatro crianças foram enterradas: Karina Lorraine Chagas de Oliveira, Laryssa Silva Martins, Luiza Paula da Silveira e Rafael Pereira da Silva. Vários parentes e amigos estiveram no local.
Algumas pessoas também passaram mal e tiveram de ser atendidos pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), como a avó de Karine. "Eu quero minha neta, quero minha neta", gritava ela pouco antes de ser carregada. Outro familiar de uma das vítimas sofreu um acidente vascular cerebral e também foi levado para o Albert Schweitzer.
Por volta das 15 horas, no Cemitério de Ricardo de Albuquerque, na zona norte, o corpo de Géssica Guedes Pereira, de 15 anos, também foi sepultado. Em Santa Cruz, a jovem Samira Pires Ribeiro também já foi sepultada. Igor Moraes da Silva, de 13, ainda seria enterrado em Sulacap. Já o corpo de Ana Carolina Pacheco da Silva, de 13 anos, segue no IML e será cremado amanhã.
Autoridades. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, chegou por volta de 10h ao local e prestou solidariedade aos familiares das crianças. Logo depois, o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, também chegou ao cemitério, acompanhado da chefe da Polícia Civil, delegada Martha Rocha, e do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte.
De acordo com a subsecretária, uma equipe de 40 assistentes sociais está à disposição dos familiares desde ontem de manhã para dar apoio psicológicos e confortá-los até depois do sepultamento. "No sábado e no domingo, as assistentes sociais vão às casas das famílias (dos alunos da Tasso da Silveira), não só das vítimas da tragédia. Todas as famílias estão muito fragilizadas e serão acompanhadas por tempo indeterminado. Os pais e as crianças têm de recuperar a confiança na escola", afirmou Fátima.
(Com Roberta Pennafort, Pedro Dantas, Camila Tuchlinski e Liana Leite)
Atualizado às 18h
Tasso Marcelo/AE
Comoção no enterro de Milene
Segundo a subsecretária de Assistência Social, Fátima Nascimento, foi oferecida ajuda a todas as famílias, mas cinco preferiram arcar com os custos. Fátima disse que existem famílias muito carentes como a de Igor Moraes da Silva, de 13 anos, cuja mãe Inês Moraes é catadora de papel. Ela esteve no Instituto Médico Legal (IML) para liberar o corpo do filho e precisou ser amparada pelas assistentes sociais da prefeitura depois de ver o menino. Inês saiu do IML sem dar entrevista, pois estava muito abalada.
Milena Santos do Nascimento, de 14 anos, foi a quarta vítima do atirador a enterrada em Murundu, por volta das 15h. A adolescente foi sepultada sob aplausos de cerca de 200 parentes e amigos. Mais cedo, Bianca Rocha Tavares, Larissa dos Santos Atanásio e Mariana Rocha de Sousa, todas de 13 anos, foram enterradas no mesmo cemitério.
A mãe de Mariana, bastante emocionada, gritava que não conseguiria sobreviver sem a filha. Logo depois, ela passou mal e foi hospitalizada. Pessoas que acompanhavam o sepultamento aplaudiram quando o corpo foi enterrado. Ao todo, 142 pessoas foram atendidas pelos médicos da equipe do Programa Saúde da Família, das quais 13 foram removidas para clínicas e hospitais. A tia-avó da estudante Bianca sofreu um enfarte e foi levada para o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo. De acordo com os médicos, a maioria dos atendimentos está relacionada a picos de pressão.
No Cemitério da Saudade, em Sulacap, também na zona oeste, outras quatro crianças foram enterradas: Karina Lorraine Chagas de Oliveira, Laryssa Silva Martins, Luiza Paula da Silveira e Rafael Pereira da Silva. Vários parentes e amigos estiveram no local.
Algumas pessoas também passaram mal e tiveram de ser atendidos pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), como a avó de Karine. "Eu quero minha neta, quero minha neta", gritava ela pouco antes de ser carregada. Outro familiar de uma das vítimas sofreu um acidente vascular cerebral e também foi levado para o Albert Schweitzer.
Por volta das 15 horas, no Cemitério de Ricardo de Albuquerque, na zona norte, o corpo de Géssica Guedes Pereira, de 15 anos, também foi sepultado. Em Santa Cruz, a jovem Samira Pires Ribeiro também já foi sepultada. Igor Moraes da Silva, de 13, ainda seria enterrado em Sulacap. Já o corpo de Ana Carolina Pacheco da Silva, de 13 anos, segue no IML e será cremado amanhã.
Autoridades. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, chegou por volta de 10h ao local e prestou solidariedade aos familiares das crianças. Logo depois, o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, também chegou ao cemitério, acompanhado da chefe da Polícia Civil, delegada Martha Rocha, e do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte.
De acordo com a subsecretária, uma equipe de 40 assistentes sociais está à disposição dos familiares desde ontem de manhã para dar apoio psicológicos e confortá-los até depois do sepultamento. "No sábado e no domingo, as assistentes sociais vão às casas das famílias (dos alunos da Tasso da Silveira), não só das vítimas da tragédia. Todas as famílias estão muito fragilizadas e serão acompanhadas por tempo indeterminado. Os pais e as crianças têm de recuperar a confiança na escola", afirmou Fátima.
(Com Roberta Pennafort, Pedro Dantas, Camila Tuchlinski e Liana Leite)
Atualizado às 18h
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Homem abre fogo dentro de escola do Rio e mata ao menos 11 crianças
RIO e SÃO PAULO - Pelo menos 11 crianças morreram e cerca de 15 pessoas ficaram feridas após um homem efetuar diversos disparos dentro de uma escola em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira, 7. Segundo informações da rádio Estadão ESPN, o atirador também morreu ao ser atingido por um disparo. O prefeito da cidade, Eduardo Paes, esteve no local. A presidente Dilma Rousseff, após se emocionar ao falar sobre o atentado, decretou luto de três dias no País.
Veja também:
O número de mortos foi corrigido, mais uma vez, no início da tarde pela Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil (Sesdec). Segundo a pasta, são dez meninas e um menino mortos. Entre os feridos, são dez meninas e três meninos. Quatro deles estão em estado grave, de acordo com a secretaria. As vítimas foram levadas para o Hospital Estadual Albert Schweitzer, Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, Hospital Universitário Pedro Ernesto, Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia e Hospital da Polícia Militar.
O suspeito chegou à Rua General Bernardino de Matos e invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira disparando contra crianças e funcionários que estavam no local, por volta das 8h. De acordo com a polícia, Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos, atirou aleatoriamente contra as pessoas que estavam no colégio de ensino fundamental, direcionando os disparos contra a cabeça das vítimas.
Agentes do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro) faziam uma fiscalização em uma rua próxima a da escola quando uma criança baleada avisou à equipe que havia um atirador dentro da escola. Policiais militares do Batalhão de Polícia Trânsito Rodoviário e Urbano (BPRV), que acompanhavam a ação do Detro, foram até o local e renderam o suspeito, que foi imobilizado com um tiro na perna.
Segundo testemunhas, o atirador só parou de acionar as duas armas, subindo uma escada, quando policiais chegaram ao local. Ainda conforme informações da Polícia Militar, Oliveira seria ex-aluno da escola e, ao ser baleado, teria se suicidado. O corpo do homem só foi removido do colégio no início da tarde.
Tasso Marcelo/AE
Homem chora em frente ao colégio
O número de mortos foi corrigido, mais uma vez, no início da tarde pela Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil (Sesdec). Segundo a pasta, são dez meninas e um menino mortos. Entre os feridos, são dez meninas e três meninos. Quatro deles estão em estado grave, de acordo com a secretaria. As vítimas foram levadas para o Hospital Estadual Albert Schweitzer, Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, Hospital Universitário Pedro Ernesto, Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia e Hospital da Polícia Militar.
O suspeito chegou à Rua General Bernardino de Matos e invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira disparando contra crianças e funcionários que estavam no local, por volta das 8h. De acordo com a polícia, Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos, atirou aleatoriamente contra as pessoas que estavam no colégio de ensino fundamental, direcionando os disparos contra a cabeça das vítimas.
Agentes do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro) faziam uma fiscalização em uma rua próxima a da escola quando uma criança baleada avisou à equipe que havia um atirador dentro da escola. Policiais militares do Batalhão de Polícia Trânsito Rodoviário e Urbano (BPRV), que acompanhavam a ação do Detro, foram até o local e renderam o suspeito, que foi imobilizado com um tiro na perna.
Segundo testemunhas, o atirador só parou de acionar as duas armas, subindo uma escada, quando policiais chegaram ao local. Ainda conforme informações da Polícia Militar, Oliveira seria ex-aluno da escola e, ao ser baleado, teria se suicidado. O corpo do homem só foi removido do colégio no início da tarde.
Em carta, atirador de Realengo deixa instruções de enterro; corpos estão no IML
SÃO PAULO - A Polícia Militar informou na manhã desta quinta-feira, 7, que o atirador que invadiu uma escola em Realengo, zona oeste do Rio, e matou mais de dez alunos, deixou uma carta que dá a ideia de premeditação do crime. De acordo com o porta-voz da corporação, tenente-coronel Ibis Pereira, o documento está confuso e foi recolhido para ser usado como prova nas investigações do crime.
Veja também:
Coronel da PM do Rio fala sobre atirador
Dilma se diz 'chocada e consternada'
Moradora do Realengo conta como foi
Porta-voz dos bombeiro fala do atentado
Ouça a Estadão ESPN ao vivo
"Ele deixou uma carta assinada como Wellington Menezes de Oliveira, sem nenhum sentido, que mostra que entrou determinado a fazer um massacre, uma chacina", falou Pereira em entrevista à rádio Estadão ESPN. Em um dos trechos do documento, com alto teor de fanatismo religioso, o atirador diz ser portador do vírus HIV e que via "impureza nas crianças", segundo o porta-voz da PM.
Oliveira invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira durante o horário de aula fingindo ser um palestrante. Quando questionado, começou a atirar contra os alunos que estavam no colégio, mirando contra a cabeça das vítimas. De acordo com Pereira, o atirador estava com dois revólveres - um calibre 321 e um 38 - com acelerador de disparos e muita munição. Mais de 100 projeteis não deflagrados foram apreendidos.
Baseado no conteúdo da carta, o porta-voz da PM disse que Oliveira tinha um desvio de personalidade. "Ele era um fanático religioso, um quadro de demência religiosa. Ele via nas crianças algo impuro. Só um desvio de personalidade explica um comportamento sociopata dessa natureza. Um ato de estupidez", afirmou Pereira.
Um psicanalista ouvido pela rádio Estadão ESPN afirmou, com base nos dados divulgados pela imprensa sobre o conteúdo da carta, que o atirador tem um perfil de psicose. Segundo ele, a doença faz com que a pessoa viva num mundo próprio e não saiba diferenciar o que é real e fantasia, preferindo sempre optar pela visão de loucura.
Ameaça. Informações ainda não confirmadas dão conta de que Oliveira teria ido à escola há dois dias e ameaçado os diretores do colégio.
Reprodução
Wellington estudou no colégio que atacou
"Ele deixou uma carta assinada como Wellington Menezes de Oliveira, sem nenhum sentido, que mostra que entrou determinado a fazer um massacre, uma chacina", falou Pereira em entrevista à rádio Estadão ESPN. Em um dos trechos do documento, com alto teor de fanatismo religioso, o atirador diz ser portador do vírus HIV e que via "impureza nas crianças", segundo o porta-voz da PM.
Oliveira invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira durante o horário de aula fingindo ser um palestrante. Quando questionado, começou a atirar contra os alunos que estavam no colégio, mirando contra a cabeça das vítimas. De acordo com Pereira, o atirador estava com dois revólveres - um calibre 321 e um 38 - com acelerador de disparos e muita munição. Mais de 100 projeteis não deflagrados foram apreendidos.
Baseado no conteúdo da carta, o porta-voz da PM disse que Oliveira tinha um desvio de personalidade. "Ele era um fanático religioso, um quadro de demência religiosa. Ele via nas crianças algo impuro. Só um desvio de personalidade explica um comportamento sociopata dessa natureza. Um ato de estupidez", afirmou Pereira.
Um psicanalista ouvido pela rádio Estadão ESPN afirmou, com base nos dados divulgados pela imprensa sobre o conteúdo da carta, que o atirador tem um perfil de psicose. Segundo ele, a doença faz com que a pessoa viva num mundo próprio e não saiba diferenciar o que é real e fantasia, preferindo sempre optar pela visão de loucura.
Ameaça. Informações ainda não confirmadas dão conta de que Oliveira teria ido à escola há dois dias e ameaçado os diretores do colégio.
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